quinta-feira, 28 de agosto de 2008

EU E MINHA RAIZ

Creio que a vida e ministério de cada crente são definidos a partir de sua raiz na vida cristã. Raiz bem formada, terra preparada, crente em desenvolvimento. Deste modo, percebi que: se a raiz é boa e forte – o crente que se origina dela e nela se desenvolve é crente bem forjado, é árvore frutífera. Que sente, mas não teme, a poda do Jardineiro para maior produção de frutos.
Minha raiz tem duas origens abençoadas: Uma mulher de oração a quem reverencio como mãe (hoje na glória) e uma Igreja amorosa e obediente aos preceitos bíblicos que reputo como exemplo para qualquer igreja que queira ser digna como agência do Reino bendito do Senhor Jesus. Eu sou resultado do amor dedicado a Deus por uma mulher – Mariêta Oliveira dos Reis e uma igreja – Igreja Batista do Calvário (São Luis-MA). Com elas aprendi lições preciosas que continuam válidas em quase 36 anos de vida cristã (Deus me alcançou em 13/08/1972)
Com a mulher de oração e a igreja de amor aprendi que:
- Respeito e honra a pais, pastores e obreiros de Deus, são mandamentos e recomendações para serem obedecidos.
- Servir a Deus em qualquer lugar ou posição é um privilégio como poucos.
- Ter a família em sujeição e sob o ensino bíblico é o único modo de preservá-la e investir no reino de Deus.
- Ir aos campos missionários a partir do LAR e do lugar onde estamos (Bairro e Cidade) é possível e todos os filhos de Deus devem fazê-lo.
- Participar das atividades da igreja é alegria e responsabilidade que deve envolver toda a família (crianças, adolescentes, jovens e adultos).
- O melhor sermão: um bom exemplo.
- Desafios se superam com esforço individual e cooperação de todos (quantas vitórias nestes moldes alcançamos).
A galeria das minhas lembranças guarda “fotos” que valem ouro:
1) Pr. João Crisóstomo da Silva (instrumento de Deus na minha conversão, quem me batizou e me casou),
2) D. Mariêta (formadora pelo exemplo, do meu caráter cristão – como mãe, esposa e serva),
3) Marita (exemplo de garra, superação e bondade escondidos por baixo de sua pele negra)
4) Irmão Alírio (hoje na glória) evangelista exemplar, que não usou sua aparente deficiência (cegueira) como desculpa para não servir a Deus.
5) A EBD e seus simples e bravos professores (que durante um ano lapidaram a dureza da minha mente e coração de jovem com a Palavra de Deus e a inspiração de suas vidas),
6) meus pastores – João Crisóstomo da Silva e Raimundo Amaral, Donald McNeall, Elizeu Martins Fernandes e suas esposas, irmã Elisa, Albertina, Wanda, Irenilda e suas famílias (que me mostraram o preço de servir a Cristo na vocação e ministério e a alegria que vem do amor e paz que excedem todo o entendimento),
7) e a família Reis – os filhos (que como eu, vêm desta raiz especial – que me ensinaram compromisso, dedicação e investimento da vida, no Reino de Deus), entre eles, de longe – meu “xodó”, a minha irmã de coração e alma Jovelina, a quem devo o aprendizado da vivência, da luta por tudo que é justo, puro e de boa fama, o amor pelo próximo, o caminhar das milhas necessárias com quem precisa, o perdão sempre pronto, o amor e a profundidade nas palavras, a delicada e firme sabedoria que Deus lhe deu, da qual muitos, inclusive eu, já puderam usufruir.
Tudo começa na RAIZ e a minha vem de uma Mulher de Oração (minha mãe Mariêta) e de uma Igreja de Amor (Igreja Batista do Calvário) que à expressão de seu próprio nome – me amou e intercedeu por mim até que o Espírito do Senhor concluiu o Seu trabalho para a minha conversão.
Esta é a minha história, e por isso, cada vez que alguém aceita Jesus em minha Igreja, e compromete-se com ela pelo testemunho público do batismo; penso no tamanho da nossa responsabilidade (individualmente e como corpo) de ser solo fértil onde sua raiz gere uma vida cristã digna do seu Salvador. Este é um sonho que vale a pena se tornar realidade!

Léa de Souza dos Reis

terça-feira, 26 de agosto de 2008

LÁGRIMAS E MÁSCARAS


Por favor, não se defenda das suas lágrimas!

Alguns de nós aprendemos a olhar para as lágrimas como sinal de fraqueza e, ao longo dos anos que vivemos, vamos construindo uma couraça para esconder o que sentimos.
Em minha vida cristã busquei a disciplina espiritual de ler a Bíblia e orar, e esta busca me expôs a um confronto constante entre quem gostariam que eu fosse e quem realmente eu sou.
De temperamento e personalidade fortes, de primeira impressão “não gostável”, fechada, de poucos amigos, fui ensinada a remir o tempo e aproveitar as oportunidades. “Refinei” meu gosto por coisas e pessoas com história, tendo por professor um mestre-de-obras da construção civil, com dedos ásperos e pés rachados pela manipulação e contato diário com areia, barro, cimento e pedra.
Não houve lugar para reclamar da sorte, do pouco dinheiro ou do tipo e quantidade de comida que era servida em nossa mesa.
Entre minhas lembranças de criança, não lembro de ter chorado muito por coisas que habitualmente levam uma criança a chorar, como guloseimas fora de hora, ou desejadas na lista de compras, brinquedos ou passeios. No entanto, desde o início da minha vida cristã, aos 19 anos, descobri que uma das funções dos olhos é chorar. Que as lágrimas não são, necessariamente uma evidência de fraqueza. Sei que estudar a palavra de Deus sob a orientação do Espírito Santo, orar para que Ele nos conduza às verdades mais profundas da vida que o Senhor quer que vivamos, me tornou mais sensível do que eu esperava. Eu tinha aprendido a me “defender” das minhas lágrimas e não me dera conta de que o desconforto de um nó na garganta não deveria ser disfarçado ou controlado para evitar cair no choro ou “abrir o berrador”, (como costumo dizer em minhas palestras).
O grande ensinador, o ajudador dos salvos, o intercessor por excelência a nosso favor, me levou a reencontrar as minhas janelas da alma. Ele sensibilizou de tal forma minha mente, coração e alma que me decidi finalmente a assumir o compromisso com Deus, comigo e com meu próximo de ser quem Ele quer que eu seja. Se isso significa "baixar a guarda", eu o fiz!
E então? Você ainda está lutando? Ainda se defende das suas lágrimas? Até quando você vai adiar a retirada das máscaras que lhe ensinaram a colocar, pressionaram a usar ou voluntariamente colocou?


Eis o resumo do que descobri até agora...

Máscaras são parte de uma coleção vestida pelo homem desde o início de sua história para esconder sua vergonha, negar a verdade e transferir sua responsabilidade.
Lágrimas são comportas abertas por onde se derramam nosso sofrimento, nosso orgulho e nossa aparente suficiência.
Máscaras são camadas de hipocrisia.
Lágrimas são gotas de verdade.
Máscaras são a visão exterior do endurecimento de um coração.
Lágrimas são partículas liquefeitas da essência da nossa humanidade.
Máscaras são as faces expostas da Esfinge que luta para manter seus enigmas não decifrados.
Lágrimas são a confissão pública da nossa fragilidade, o extravasar da nossa sensibilidade e a admissão clara da nossa vulnerabilidade.
Máscaras são o fino acabamento construído pelo medo, dúvida, dor e sofrimento acumulados vida a fora.
Lágrimas são cristais derretidos da transparência da alma diante de Deus.
Máscaras são demãos de pecados inconfessados, sob o verniz do não arrependimento.
Lágrimas são o derreter das máscaras que costumamos usar sob o foco da luz do Espírito Santo.

As lágrimas são um solvente divino para revelar a alma em sua essência!

Léa de Souza dos Reis

Até breve!!!


“Eu tenho um sonho.....”
(Martin Luther King)


Há 45 anos esta frase marcou o histórico discurso de um dos mais importantes líderes da humanidade. Poderosas palavras aquelas que expressaram a paixão de um homem com “fome e sede de justiça”. Um homem bem-aventurado na concepção de Jesus.
Os sonhadores são felizes? Como pode ser se eles nem sempre são compreendidos? Até onde sei, os que ousam lutar por seus sonhos quase sempre sofrem oposição, são antipatizados, odiados, ou como no caso de Luther King, mortos porque são considerados uma ameaça.
Sou casada há 37 anos com um sonhador chamado José. É um ousado homem de Deus que tem quebrado alguns paradigmas ao longo de nossa história como família pastoral. Tenho partilhado alguns dos sonhos em nossos 37 anos juntos e sei, por experiência, o preço que se paga por sonhar. Sei também que alguns dos grandes sonhadores da história bíblica, assim como da história humana, alcançaram ainda em vida a alegria de ver a concretização dos seus sonhos; enquanto outros fizeram dos seus sonhos o seu legado para lembrar às outras gerações a importância de sonhar.
Há alguns anos resolvi dar atenção ao incentivo de vários amigos e conhecidos sobre escrever um livro. Muitos deles sempre me disseram que eu tinha talento e que pela habilidade de escrever essa era uma grande possibilidade. Então, reuni muitas páginas de textos, produzidas ao longo dos anos e percebi que todos tratavam do que aprendera na busca de conhecer o Deus a que tenho servido por opção de fé há 36 anos. Quando resolvi pensar a este respeito, estava vivendo um momento especialmente diferenciado da minha vida com o Senhor, e minha alma precisava dar vazão ao que experimentava, vendo as transformações que o Espírito Santo fazia em tudo que me dizia respeito. Então escrevi, escrevi e escrevi....registrei muitas das vivências, sentimentos, experiências, lutas e grandes vitórias. Minhas memórias são a razão da minha esperança!
Eu tenho um sonho: Fazer meus registros passarem das páginas digitadas no arquivo do computador, para ganhar o formato concreto de um livro que abençoe a vida de quem o ler e renove em cada um a chama da esperança naquele que cumpre fielmente Suas promessas e Sua palavra.
Meu sonho tem nome, e enquanto ele não assume sua identidade final eu pensei em uma forma de compartilhar a habilidade e o dom que o Senhor me concedeu para abençoar a vida daqueles que tem me amado a ponto de criar este blog como um incentivo especial na realização do sonho que têm abraçado. Minha palavra inicial de gratidão aos meus caros Oliver (esposo, parceiro de sonho e pastor), Jonathan e Simone (intercessores e digitadores ocasionais) e Samira que deu vida a esta expressão visual do sonho que certamente partilharemos.

Expresse sua opinião sobre o que está escrito ou deixe uma palavra. Será muito importante para mim.
Até mais...