Creio que a vida e ministério de cada crente são definidos a partir de sua raiz na vida cristã. Raiz bem formada, terra preparada, crente em desenvolvimento. Deste modo, percebi que: se a raiz é boa e forte – o crente que se origina dela e nela se desenvolve é crente bem forjado, é árvore frutífera. Que sente, mas não teme, a poda do Jardineiro para maior produção de frutos.Minha raiz tem duas origens abençoadas: Uma mulher de oração a quem reverencio como mãe (hoje na glória) e uma Igreja amorosa e obediente aos preceitos bíblicos que reputo como exemplo para qualquer igreja que queira ser digna como agência do Reino bendito do Senhor Jesus. Eu sou resultado do amor dedicado a Deus por uma mulher – Mariêta Oliveira dos Reis e uma igreja – Igreja Batista do Calvário (São Luis-MA). Com elas aprendi lições preciosas que continuam válidas em quase 36 anos de vida cristã (Deus me alcançou em 13/08/1972)
Com a mulher de oração e a igreja de amor aprendi que:
- Respeito e honra a pais, pastores e obreiros de Deus, são mandamentos e recomendações para serem obedecidos.
- Servir a Deus em qualquer lugar ou posição é um privilégio como poucos.
- Ter a família em sujeição e sob o ensino bíblico é o único modo de preservá-la e investir no reino de Deus.
- Ir aos campos missionários a partir do LAR e do lugar onde estamos (Bairro e Cidade) é possível e todos os filhos de Deus devem fazê-lo.
- Participar das atividades da igreja é alegria e responsabilidade que deve envolver toda a família (crianças, adolescentes, jovens e adultos).
- O melhor sermão: um bom exemplo.
- Desafios se superam com esforço individual e cooperação de todos (quantas vitórias nestes moldes alcançamos).
A galeria das minhas lembranças guarda “fotos” que valem ouro:
1) Pr. João Crisóstomo da Silva (instrumento de Deus na minha conversão, quem me batizou e me casou),
2) D. Mariêta (formadora pelo exemplo, do meu caráter cristão – como mãe, esposa e serva),
3) Marita (exemplo de garra, superação e bondade escondidos por baixo de sua pele negra)
4) Irmão Alírio (hoje na glória) evangelista exemplar, que não usou sua aparente deficiência (cegueira) como desculpa para não servir a Deus.
5) A EBD e seus simples e bravos professores (que durante um ano lapidaram a dureza da minha mente e coração de jovem com a Palavra de Deus e a inspiração de suas vidas),
6) meus pastores – João Crisóstomo da Silva e Raimundo Amaral, Donald McNeall, Elizeu Martins Fernandes e suas esposas, irmã Elisa, Albertina, Wanda, Irenilda e suas famílias (que me mostraram o preço de servir a Cristo na vocação e ministério e a alegria que vem do amor e paz que excedem todo o entendimento),
7) e a família Reis – os filhos (que como eu, vêm desta raiz especial – que me ensinaram compromisso, dedicação e investimento da vida, no Reino de Deus), entre eles, de longe – meu “xodó”, a minha irmã de coração e alma Jovelina, a quem devo o aprendizado da vivência, da luta por tudo que é justo, puro e de boa fama, o amor pelo próximo, o caminhar das milhas necessárias com quem precisa, o perdão sempre pronto, o amor e a profundidade nas palavras, a delicada e firme sabedoria que Deus lhe deu, da qual muitos, inclusive eu, já puderam usufruir.
Tudo começa na RAIZ e a minha vem de uma Mulher de Oração (minha mãe Mariêta) e de uma Igreja de Amor (Igreja Batista do Calvário) que à expressão de seu próprio nome – me amou e intercedeu por mim até que o Espírito do Senhor concluiu o Seu trabalho para a minha conversão.
Esta é a minha história, e por isso, cada vez que alguém aceita Jesus em minha Igreja, e compromete-se com ela pelo testemunho público do batismo; penso no tamanho da nossa responsabilidade (individualmente e como corpo) de ser solo fértil onde sua raiz gere uma vida cristã digna do seu Salvador. Este é um sonho que vale a pena se tornar realidade!
Léa de Souza dos Reis


