segunda-feira, 10 de novembro de 2008

E se eles se calassem, o que nós teríamos perdido?


“Mas quando o Espírito Santo descer
Sobre vocês, então recebereis poder para testemunhar
com grande efeito ao povo de Jerusalém.
de toda Judéia, de Samaria e até dos confins da terra,
a respeito da minha morte e ressurreição
(Atos 1:8)

Você já se fez esta pergunta? Já pensou no quanto perdeu porque alguém poderia acrescentar coisas boas à sua vida, se calou e não o fez? O que você, por poder e não fazer, a cada oportunidade que surgiu, não disse, não deu ou não ofereceu que deixou a vida de alguém mais pobre? Eu sim, eu me perguntei. Eu pensei a respeito quando parei para pensar em Atos 1:8 e nas testemunhas dos últimos contatos com Jesus antes que Ele subisse aos céus. Eles receberam diretamente do seu Mestre e Senhor uma promessa e uma missão. Eram testemunhas oculares de fatos e experiências que mais ninguém possuía e seu dever era multiplicar este testemunho com tantos quantos pudessem. O poder para tornar isso possível, viria da doação do Espírito Santo pelo próprio Jesus, num ato publico, sobrenatural e incontestável.
Daquelas testemunhas, três me atraíram a atenção para os destaques na resposta da pergunta que fiz a mim e a você. A quarta, não estava presente naquela hora, mas recebeu o privilégio de um encontro revelador com Jesus e neste encontro foi designado como “instrumento escolhido para levar o meu nome [de Jesus] perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (Atos 9:15). Pedro, João, Tiago e Paulo testemunharam e experimentaram coisas pessoias e fatos reais que lhes conferiram autoridade como testemunhas, mas eles tinham a liberdade, como todos nós temos, de não assumirem a responsabilidade de partilhar seu testemunho; ainda mais sabendo que faze-lo exporia suas vidas e riscos incalculáveis.
E se eles se calassem?
Se João se calasse, se ele não testemunhasse do que ouviu, viu, contemplou e tocou; “a vida manifestada”. não saberíamos que Cristo é Luz e o nosso Advogado. Que Deus é Amor e como podemos provar nosso amor a Ele. Mas Ele escolheu não se calar, optou por testemunhar para que tivéssemos comunhão com Ele e tendo com Ele “também tivéssemos com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo”.
Se Pedro se negasse a falar, como saberíamos que somos a nova geração de Deus, seu sacerdócio real e espiritual, que fomos chamados para bendizer? Se ele não falasse, não receberíamos as exortações que nos ajudam no cumprimento dos mandamentos do Senhor e a assemelhar-nos nestas atitudes, Àquele que nos deu exemplo. Nem seríamos exortados ao dever da humildade (como submissão a Deus) e da vigilância (como atitude preventiva contra o diabo, nosso adversário). Como João, Pedro pagou o preço de testemunhar de Jesus porque sua escolha pessoal foi obedecer e temer só a Deus.
Se Tiago tivesse negligenciado a importância do seu testemunho para os que ainda não criam, não descobriríamos a alegria possível para quem recebeu Jesus como Senhor e Salvador, nas provas e tentações. Não seríamos alertados do risco que representam os desejos carnais não controlados em sua atração e engano, para a vida do cristão. Desconheceríamos os benefícios de praticar a palavra de Deus, para o nosso desenvolvimento como pessoas transformadas. Ignoraríamos a honra devida ao trato igualitário aos irmãos e ao próximo, que peca o que faz acepção de pessoas. Não seríamos instruídos sobre a inconsistência da fé sem obras pois se requer no cristão, que estas demonstrem a prova daquela. Não teríamos sido exortados a dominar a nossa língua e a resistir às paixões carnais pela sujeição a Deus e resistência ao nosso adversário;ao exercício da paciência no suportar aflições esperando na misericórdia e compaixão do Senhor; à honra e firmeza da palavra, para não sermos condenados;à ministração uns aos outros pela oração, louvor, confissão e intercessão. Quão grande seria nossa perda se Tiago se esquivasse da missão que Jesus lhe entregou. Mas, louvado seja Deus porque não o fez.
E se Paulo alegasse que não recebera diretamente naquela ocasião esta responsabilidade e se calasse? O que teríamos perdido? Para começar, não seríamos exortados a a perseverar na pureza doutrinária dos ensinos de Jesus e a pregar em toda oportunidade. Ao repasse do legado da Palavra e à precaução contra contender, contaminar a si e aos outros com palavras inúteis e profanas porque somos selados como pertencentes a Deus e separados como justos. Perderíamos instruções preciosas quanto à purificação para honra, santidade e utilidade, preparados para toda boa obra;à brandura, ensino paciente e correção com mansidão dos que resistem sob a influência do Diabo. Nunca descobriríamos o quanto é decisiva a intercessão pelos que exercem autoridade sobre nós nesta sociedade. Que há um só Deus e um só Mediador entre ele e os homens – Cristo Jesus, homem. Que todos somos úteis e temos que assumir a responsabilidade disso, quer mulheres, pastores, líderes e servos, ninguém tem desculpa. Que cobiça em que lidera, certamente corromperá seu ensino, gerando desvio e pecado tanto em quem ensina quanto em quem aprende. Que a vida de todo cristão deve ser exemplar.
Ah, se eles se calassem! Se eles se calassem, se omitissem, não se desafiassem nem se superassem; o prejuízo seria incalculável, mas eles ousaram obedecer e fortaleceram sua fé, seu amor e seu compromisso com seu Senhor e Mestre e construíram para nós um legado que abençoou as vidas dos perdidos que Jesus quis alcançar e entre eles, estamos nós, que somos fruto do que eles plantaram e por isso devemos ser sementes no repasse deste legado que foi missão deles no passado e é nossa no presente. Para que nada se perca e os que ainda não se salvaram tenham uma oportunidade de salvação, como você e eu tivemos.
Se eles não se calaram, eu também não posso faze-lo!

Léa de Souza dos Reis
São Luis, 08/11/08
(intercessão por “Minha Esperança”
somos Lar MATEUS)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Parceiros do Sonho...



Queridos, esta é para agradecer as visitas e especialmente os comentários ao nosso blog EU TENHO UM SONHO. Quando compartilhei no começo deste ano que eu tentaria publicar parte do que Deus me dera enquanto não concretizasse o projeto do livro, com meu marido e pastor; não imaginava que isto também vinha do Senhor para completar a forma que eu gostaria de dar ao meu sonho. Como costumo escrever quase tudo que penso, crio, projeto ou programo, eis literalmente o que escrevi no início de 2008: enquanto o projeto do livro não se torna fato, seria bom publicar o material possível nos meios de comunicação a que temos acesso, ou aos que estivermos ligados. Associar temática a meios, vias e datas (conversar com Jô – cunhada - pode ajudar.
Na minha visão (pela fé) do meu livro publicado, eu precederia cada texto com “mini-texto” referente ao tema subseqüente. Comecei, inclusive, há algum tempo, a ensaiar para alguns temas e escrevi alguns: “Nada Sem Jesus” (formato original), “Lágrimas e Máscaras” (parte dele também foi postado), “O Deus das Chances e Oportunidade” (publiquei no blog), “Visão China” (e-mail sobre projeto missionário”, “Dar de Si”, “O Atleta Cristão”.
O blog nos uniu, creio que por vontade e inspiração de Deus. Nele posso estar com pessoas que me amam e aprendi a amar, quando compartilho com elas o que experimentei e recebi do meu Pai. O dom é dele, eu apenas o exerço para edificar meus irmãos e meu próximo. O que escrevo é o que vivo, sinto, creio e espero. Quando compartilho, não crio ou fantasio, apenas expresso o que ficou no meu coração e na minha alma, que é fruto de oração, meditação e leitura da Palavra, de falar e ouvir o meu Deus e Pai. É resultado da influência do Espírito Santo e da presença constante de Jesus. Neste espaço de troca e de comunhão, tenho recebido de vocês, que deixaram comentários, contribuições que creio vão ajudar a dar contorno à forma que idealizei. Desejo publicar alguns deles integrando-os ao livro do modo que me referi antes. Desde já agradeço a concessão e a contribuição amorosa de cada um que usou o seu tempo para abençoar este sonho, lendo e/ou comentando o que escrevi. Que o Senhor lhes dê o retorno em bênção.
Por favor, me digam o que acham e me autorizem a faze-lo identificando-se.

Com gratidão!
Léa de Souza dos Reis
São Luis, 06 de novembro de 2008.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

REPENSANDO NOSSA CAMINHADA COMO PAIS


“E vós, pais… criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6.4)

A vida em comunhão tem sua primeira possibilidade para o ser humano com a família: Pai, Mãe e Filhos vivendo dentro da alternativa criada por Deus para que eles se desenvolvam integralmente.
Nos concentraremos na reflexão sobre um dos aspectos da comunhão em família: O RELACIONAMENTO PAIS E FILHOS.
As Escrituras nos esclarecem sobre a vida familiar bem sucedida.
Temos um período de 18 anos para cumprir nossos deveres como pais, assumindo a responsabilidade pela educação completa deles visando o seu bem. Percebemos a importância do relacionamento para que tudo aconteça. Se o relacionamento vai bem, a comunhão se aprofunda e ambos os lados – PAIS e FILHOS cooperam para que o processo de desenvolvimento e maturidade aconteça. O contrário também é verdade.
Vamos dar uma olhada no que acontece de verdade hoje em nossa realidade..
Analisando nossas vidas como pais:
* Que tipo de valores nossos filhos têm aprendido?
1 – Nos entregamos a anseios que nos levam a construir sonhos efêmeros e temporários de ter e dar o melhor para a família. Para isso nos dedicamos integralmente ao trabalho como meio de realizar nossos sonhos e ideais. Deixamos nossos filhos com “cuidadores” em escolas, em creches ou à mercê da TV e da NET. Eles aprendem com isso que o homem vale o que possui ou alcança e que para chegar lá você pode substituir sua presença com coisas e presentes.
2 – Desejamos que nossos filhos cresçam pacientes, bondosos, considerando os outros (nem sempre somos assim).
3 – Cremos na integridade, na honestidade e intencionamos ver em nossos filhos essas qualidades (Alguns sonegam imposto de renda e não são dizimistas fiéis).
4 – Tomamos posição veemente contra drogas (às vezes em casa convivem com álcool, fumo e excessos em medicação).
5 – Sonhamos que venham a ter um casamento feliz e harmonioso (E uma boa parte tem convivido com brigas e até separações).
* O que os nossos filhos assimilam em relação às prioridades da vida?
- Percebem que não valorizamos relacionamentos familiares como deveríamos mas dinheiro, realização pessoal e profissional nos obceca.
* O que aprendem sobre moralidade?
- Em frente à TV, assistem horas de violência, sexo e infidelidade conjugal; navegando na rede permanecem horas à fio em contato com todo tipo de lixo pernicioso que fazem apologia à exibição e degradação física, moral e espiritual que vão do incentivo à magreza, passam pelo uso das drogas socialmente aceitas (como fumo e álcool), estimulam a luxúria e a libido com pornografia e uso abusivo do sexo, continuando num crescendo e vão aos extremos da pedofilia, sob nosso consentimento e patrocínio.
Como pais, às vezes nos esquecemos que nossos filhos nos observam atentamente e aprendem decisiva mas, inconscientemente.
O que faremos para redirecionar nosso caminho como pais dentro do propósito de Deus?
Novamente a Palavra do Senhor nos aponta o caminho: “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar”. (Isaías 48:17). Voltemos nosso coração e nossos olhos para o Senhor e suas instruções e busquemos renovar nosso conserto com Ele, pelo arrependimento, confissão e decisão de restabelecer os cuidados espirituais com a nossa família. Só Ele pode nos enviar socorro e capacitação para fazê-lo. Façamos uma avaliação sincera da nossa caminhada como pais e nos disponhamos a lutar com todas as nossas energias para que nossos filhos sejam reconhecidos como “descendência bendita do Senhor” (Isaías 61:9).

Léa de Souza dos Reis.
São Luis, 26 de Outubro de 2008

Ser Discípulo Nos Termos de Jesus


“...qualquer de vós, que não renuncia a tudo
quanto tem, não pode ser meu discípulo”.
(Lucas 14:33)


Aceitar o convite para seguir Jesus, em princípio, testará nossa dedicação a Ele e nossa disposição de aprender com o seu exemplo de lealdade e obediência. Isto significa dizer que o resultado deste teste inicial nos ajudará a colocar na perspectiva certa o compromisso que queremos assumir.
Ao esclarecer os termos do seu convite, Jesus deixa claro que seus seguidores deverão ter a disposição de dar-lhe prioridade em absolutamente tudo que for nosso ou nos diga respeito. Ele usa uma expressão exagerada para nos comunicar um ensino importante.Quem se dispuser a segui-lo, deve fazer ciente das implicações e do preço a pagar por isso. Como Mestre e Senhor, deixa claro que seus seguidores e discípulos não têm a prerrogativa de contrapor seu compromisso de segui-lo e aprender com Ele a outros relacionamentos, interesses, planos pessoais ou a própria vida. Tudo deve ser entregue a Ele e por causa dEle. A primazia de tudo em nossa vida deverá ser dada a Ele e a mais ninguém.
Seguir a Cristo é um ato de vontade que deve passar, antes de ser concretizado, pela análise de todas as implicações do que isto significa para ambas as partes, isto é, tanto para o Mestre quanto para o discípulo. Só depois de considerar estas condições e certificar-nos da disposição de atendê-las, podemos segui-lo.
Examinando as condições estabelecidas por Jesus, certamente pensaremos: diante de tanta dureza, quem estará disposto a seguir o Mestre? Quantos oferecerão uma rendição tão completa? O que Jesus queria ensinar com um discurso tão radical dirigido àquela multidão no passado e a cada um que pretende faze-lo hoje? A esta altura do exame das condições estabelecidas pelo Senhor, muitos desistem de ser seus discípulos. Uns por não terem pensado bem, descobrem que não estão dispostas a submeter-se a elas. Outros decidiram sem pesar o preço que pagariam para mantê-la correspondendo ao nível de dedicação esperada. Outros ainda tentam conciliar o discipulado e o atendimento a outros níveis de relacionamentos, desejos e interesses; com a mesma qualidade. Jesus os considera indignos, por não estarem verdadeiramente dispostos a abrir mão de tudo para segui-lo.
Nosso Senhor é enfático ao dizer que não podem ser seus discípulos – os que não aborrecerem...seus laços de sangue (pai, mãe, irmãos e irmãs).- sua carne e descendência (mulher, marido e filhos) – sua vida (sendo necessário). Os que não tomarem a cruz e seguirem o mesmo caminho que Ele seguiu, conscientes do preço e do propósito do compromisso com a missão que nos deixou para continuar. O que não renuncia a tudo que considera seu. Vejamos, relacionamentos familiares, por serem laços de sangue e afetividade, podem competir com o serviço que o cristão deve prestar no reino de muitas formas. Igualmente, os que partilham a intimidade como família, pode lutar acirradamente contra a nossa dedicação ao discipulado cristão. A família pode nos fazer entrar em conflito e dificultar o nosso amadurecimento como discípulos. Posto à prova, o discípulo deverá priorizar os interesses do seu Senhor, mantendo sua lealdade, se preciso, à custa dos seus interesses, vantagens e até da própria vida.
Reação semelhante a esta que estamos analisando, ocorreu em outra ocasião quando Jesus faz outra afirmação semelhante e por causa dela os que o seguiam murmuram em João 6:41-71. O Mestre novamente faz um duro discurso e suas afirmações escandalizam seus seguidores. Conhecedor dos corações e pensamentos humanos, Jesus os questiona e confronta-os com sua incredulidade (João 6:64). Confirmando as afirmações do Mestre e o despreparo para pagar o preço de uma lealdade irrestrita como seus discípulos, muitos o abandonam e já não o seguem. Diante disso, Jesus considera oportuno refletir particularmente com os doze apóstolos, a continuidade do seu compromisso com Ele: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?”. A resposta deles, na voz de Simão Pedro, deve nos animar diante da seriedade da decisão que tomamos de segui-lo: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o santo de Deus”. O Senhor continua a instruir os doze e a continuidade dos seus ensinos completa o quadro daquele momento e nos auxilia grandemente em nos prevenir hoje, quando à fragilidade de uma vida cristã fundamentada em valores e motivação que não seja a fé naquele que, por misericórdia e graça provê o sustento da nossa vida humana e da nossa alma eterna. Jesus, após a afirmação de fé dos discípulos que permaneceram com ele, alerta-os que mesmo entre os doze havia quem permanecesse sem lealdade completa. Isto nos leva a compreender porque alguns dos que seguem Jesus permanecem entre os seus, mas suas vidas, continuam longe de refletir a qualidade de compromisso que o Senhor espera deles para com seu reino.
Creio que o medo do inferno e não o temor de Deus, tem “freado” em muitos cristãos o desejo de priorizar sua satisfação pessoal e a amizade declarada com o mundo, suas ofertas e valores. Se formos bem sinceros, qual seria nossa resposta se Jesus, conhecendo nossos corações e pensamentos, nos confrontasse perguntando: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?”. Como responderíamos? Com uma afirmação de fé e compromisso ou com arrependimento, confissão e renovação de nossa decisão como seus discípulos? Ambas as respostas certamente alegrarão o coração do nosso Senhor.
Se, no entanto, ao refletir em tudo isso, sua conclusão o puser entre aqueles que tomaram a decisão de seguir a Jesus sem avaliar as condições do Mestre e as suas como discípulo, não desista! Ele é o Deus das chances e oportunidades. Fale com Ele, abra seu coração, lhe entregue suas dúvidas, seus temores, suas aspirações. Peça-lhe ajuda para aprender a crer e a depender dele. Receba-o de todo coração em sua vida. Se o fizer, prepare-se para uma guinada positiva de 360º em sua vida jovem, adulta ou já bem vivida; lembre-se que escolher Jesus é uma atitude sempre oportuna. Muitos o fizeram no passado, outros o fazem no presente e, com certeza, haverá quem o faça no futuro.
Se você descobriu que sua lealdade a Jesus foi comprometida por passar antes pela satisfação de laços de relacionamentos, interesses sociais e profissionais, vínculos familiares ou até mesmo por você – isto pode mudar agora mesmo, se você se arrepender, confessar, decidir e entregar tudo a Jesus num ato de rendição completa e confiança absoluta.

Léa de Souza dos Reis
São Luis, 25 de outubro de 2008.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nós e Nossos Pródigos...


“Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai:
...dá-me a parte dos bens que me toca
... ajuntando tudo partiu... desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
E, havendo ele dissipado tudo... começou a passar necessidades.
...Caindo em si, disse: ...Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei:
Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho;
trata-me como um dos teus empregados".
(Lc. 15:11-19)

Algumas afirmações que ouvimos dos nossos pastores, nossos guias espirituais, das púlpitos das nossas igrejas, se tornaram comuns aos nossos ouvidos, e com o tempo, indiferentes ao nosso coração. Só nos damos conta da seriedade disso, quando a realidade nos esbofeteia o rosto e o choque do alerta explode em nossa mente e coração cobrando o preço da responsabilidade.
Ouvimos de nossos pastores: “Todo coração sem Deus é um campo missionário”. “Nossa Jerusalém é a nossa família.” Lembrando as particulares especificações na pregação “ para que ninguém se perca”. “Para salvação não basta trazer seus filhos à igreja”. “Mandar seus filhos aos domingos para igreja e ficar para ver a corrida de automóvel, fazer o almoço ou ver o término do jogo, é inútil na formação do seu caráter cristão”. Apesar das orientações, avisos e alertas, continuamos arriscando.
Para nossa tristeza, ouvimos pais e filhos justificando o descaso com o exemplo que dão e com a vida cristã que levam, pelas prioridades que estabeleceram, suprimindo o Dia do Senhor por descanso em lugar de estudo da Palavra e adoração em espírito e em verdade, por lazer em vez de culto racional. Quando muito, comparecem ao culto vespertino para cumprir uma enfadonha obrigação onde a clara intenção é receber e não oferecer alguma coisa, ignorando assim o alerta de Deus sobre essa atitude como adoradores: “quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto...?...não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene!...a minha alma as aborrece, já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”. (Isaías 1:12-14).
Tenho orado e me preocupado com filhos nascidos em lares cristãos. Parece incoerente esta afirmação vir de uma mãe cristã cuja descendência é parte dessa realidade – meus quatro filhos nasceram de pais cristãos. São filhos de pastor e recebem dose dobrada por conta disso. As influências e responsabilidades de ter pais crentes e além disso serem comprometidos com o exercício do ministério. E vem do exercício do ministério, o conhecimento de uma das mais duras realidades enfrentadas por qualquer guia espiritual em fazer valer, em tempos como estes, os princípios e os valores da Palavra de Deus para as famílias cristãs que pastoreia. É quase a regra, e não a exceção, ter na igreja famílias com filhos afastados dos ensinos do Evangelho, longe da igreja e vivendo em desarmonia com seus pais. Existe , e está acontecendo agora mesmo, uma guerra sem tréguas contra a vida saudável em família, onde casais, pais e filhos vivem em harmonia e obediência ao Senhor. Testemunhamos muitas derrotas como resultado dessas batalhas travadas contra aqueles a quem mais amamos. Pois temos descoberto que ao longo de nossa vida uns com os outros, desaprendemos como preservá-los e protegê-los. O resultado é: a carne, o mundo e o diabo os seduz, alcança, envolve, engana, derruba, derrota e às vezes lhes tira literalmente a vida. Alguns destes filhos tiveram suas jovens vidas ceifadas pela morte em conseqüência do pecado.
Quando ensino sobre testemunho e salvação, costumo afirmar que filho de crente não é “crentinho”. Se ele não é salvo, é perdido, porque não se vai para o céu por convivência com salvos ou por “osmose espiritual”. Mas, a maior parte do tempo vivemos como se estas fossem possibilidades reais.
Temos quatros filhos que o Senhor nos deu. São filhos de pastor e na casa de pastor estas verdades precisam valer mais que em outros lugares, pois antes de sermos pastores, somos pais. O ministério é um compromisso que pode cessar enquanto que o sacerdócio dos pais dura, depois que nascem os filhos o tempo de suas vidas. Com nosso filho, de modo mais evidente e insistente, o pai sempre se ocupou e se preocupou em apresentar-lhe o plano de salvação, a ponto de tornar-se parte das “atividades da semana”, perguntar-lhe sobre sua certeza de vida eterna com Jesus. Esta prática permeou sua infância e pré-adolescência. Valeu cada momento de zelo, temor e acompanhamento amoroso e insistente para ver nossas filhas e filho convertidos, batizados e servindo a Deus, a sua igreja e ao seu povo.
Hoje, Leonardo serra fileiras entre os separados pelo Senhor para servi-lo como pastor e missionário. As filhas, Luciana e Laura, servem ao Senhor como levitas na área da música. Lília, a primogênita – nosso bebê down – venceu o medo de água e se batizou num lindo testemunho de fé e amor por Jesus.
Zelar pela vida espiritual de filhos recebidos do Senhor é uma responsabilidade para todo pai e mãe crente. É certo que não podemos decidir por eles, aceitar a Jesus como Salvador, mas podemos testemunhar, falar e ensinar as verdades em que cremos e que experimentamos no exercício da nossa fé. Devemos buscar causar um grande impacto com nossa vida espiritual na vida de nossos filhos. A aprendizagem gerada pelo exemplo, resulta em raízes mais profundas do ensino que firma os passos do filho no “caminho que deve andar”. Eles aprendem nos observando e este é um ensino poderoso, que deita raízes na memória de quem viu além das palavras, nas atitudes de quem deixa por legado o exemplo da vida, que a fé não é abstrata em suas expressões mais puras. Ela se concretiza nos gestos, nas expressões dos lábios, no carinho, na forma de acolher. Desta forma, o Deus invisível pode ser visto, sentido, amado, descoberto e conhecido. Não é minha intenção culpar os pais por todo afastamento ou desvio dos filhos. Nem tão pouco eximir os filhos que se desviaram do propósito de Deus para suas vidas, da responsabilidade pessoal de cada um. Afinal, cada um que faz uma escolha é responsável por ela. É por conviver a cada ministério com a repetição destas situações que sinto ser urgente corrigir a parcela de contribuição dos pais e das igrejas, para que eles e os filhos se previnam dos sofrimentos que possam acontecer no futuro, por escolhas e atitudes erradas do passado e do presente.
Que há muitos pródigos entre nós, não resta dúvida. Mas o que temos feito a este respeito? Quanto das nossas orações leva cada um à presença daquele que pode vê-los, sondá-los e amá-los, até que eles caiam em si e decidam retornar? Quantos de nós realmente se importa? Quantos os amam apesar de como são e estão? Quantos realmente desejam o retorno deles? Quantos têm fé a ponto de cuidar dos planos para celebrar a volta de cada um? Estamos preparados para acolhê-los? Nosso amor por eles é maior do que a nossa censura ao seu comportamento e decisões erradas? Eles podem confiar na nossa capacidade de aceitação, a ponto de não recear decidir que é hora de voltar para sua família de fé, a casa do Pai?
Particularmente receio escrever a resposta para todas estas perguntas. Temo, para minha vergonha, que a maioria delas seria negativa se fossem realmente honestas.
Por isso espero que Deus traga aos nossos corações constrangimento tal que nos conduza ao arrependimento, confissão destes pecados e mudança que nos faça experimentar a transformação que nos associe ao Senhor, na estrada da esperança de um amor que tudo espera, crê e nunca desiste dos pródigos, a quem, sem dúvida, ele amou e ama. Pelos quais pagou o preço mais alto que podia para resgatá-los da perdição eterna – a morte do seu Filho Unigênito.

Léa de Souza dos Reis
São Luis, 20 de outubro de 2008.

Comunhão é... ser parte de uma mesma visão


“Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação,
alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito,
alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria,
tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude.
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,”
(Fp. 2:1,2,5)

É de importância vital que mantenhamos relacionamentos sinceros e profundos com aqueles que nos cercam. Referimos-nos ao ato de estender a mão e o coração uns aos outros. Me deixar absorver pela família de Deus sendo participante (e não expectador), relacionando-me com os outros, trabalhando com os outros, cuidando de pessoas que conheço e amo. “Não é um processo automático, temos a responsabilidade de criar essa situação”.
Como pessoas e como igreja, precisamos levar a sério a questão de desenvolvermos integração e relacionamentos melhores. É hora de nos esforçar para que a koinonia seja fato e não discurso.
Quando os hebreus saíram do Egito para Canaã, guiados fielmente por Deus, eles constituíam um grupo desunido, sem coesão. Na volta do reconhecimento da terra, mais uma vez entre os espias, fica patente as diferenças de visão, principalmente no que deveria ser comum – TOMAR POSSE DA TERRA. Dos doze líderes enviados, dois disseram: “Vamos lá, nós venceremos!” Mas, dez deles discordaram: “Não! Vamos morrer, somos fracos. Voltemos para o Egito”. Depois disso vagaram pelo deserto quarenta anos, até que a velha geração morresse.
Com a nova geração, após a morte de Moisés, o novo líder estabelecido por Deus é Josué, um dos dois espias a dizerem: Nós venceremos! “Depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, disse o SENHOR a Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés: Meu servo Moisés está morto. Agora, pois, você e todo este povo preparem-se para atravessar o rio Jordão e entrar na terra que eu estou para dar aos israelitas. Como prometi a Moisés, todo lugar onde puserem os pés eu darei a vocês. Seu território se estenderá do deserto ao Líbano, e do grande rio, o Eufrates, toda a terra dos hititas, até o mar Grande, no oeste. Ninguém conseguirá resistir a você todos os dias da sua vida. Assim como estive com Moisés, estarei com você; nunca o deixarei, nunca o abandonarei. Seja forte e corajoso, porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados. Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar. Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido. Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o SENHOR, o seu Deus, estará com você por onde você andar" (Josué 1:1-9). Palavras encorajadoras estas. Deveriam gerar neles, forte motivação, contudo, eles precisavam mais que isso, precisavam ligar-se mais e tornar-se uma unidade solidamente comprometida, pronta a conquistar e tomar posse da terra da promessa.
Muitas vezes vivemos a vida cristã de forma tão rotineira que não nos damos conta do quanto nos distanciamos do propósito estabelecido por Jesus para a Sua igreja. Um dos hinos mais cantados pelos crentes brasileiros nas campanhas missionários dos últimos anos é “Ide e Pregai” – e ao cantá-lo, repetimos emocionados “para que o mundo creia em Deus”. O profeta Joel já afirmava – “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo...” (Joel 2:32), mas o apóstolo Paulo em sua epístola aos romanos questiona a afirmação da profecia, relacionando-a com o nível da responsabilidade de todos os que crêem em Cristo de IR, CONTRIBUIR e ORAR; para que seja real o que cantamos “IDE e PREGAI” – “...que o mundo creia”. “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: "Como são belos os pés dos que anunciam boas novas! No entanto, nem todos os israelitas aceitaram as boas novas. Pois Isaías diz: "Senhor, quem creu em nossa mensagem?" (Romanos 10:14-16).
Que relação fazemos entre COMUNHÃO bíblica (ter tudo em comum), PREGAÇÃO e ENSINO (compartilhar as Boas Novas na autoridade de Jesus – vivendo o que se ensina) e MISSÕES (Levar Jesus, único Caminho, Verdade e Vida, para todos, até os confins da terra?) Qual a relação entre Abraão, Moisés, Josué, o povo de Israel e a igreja de Cristo do terceiro milênio? O que há de COMUM em tudo isto? Qual o elo que forma a corrente entre as eras, a saga de um povo nômade (espalhado geográfica e espiritualmente), a igreja – indivíduo e a igreja Corpo do Senhor?
Resumindo radicalmente, o elo comum que liga todas as partes e marcos da nossa história com o Pai é o PROPÓSITO DE DEUS de abençoar com a oportunidade da salvação, todo ser humano.
A visão comum que marcou as vidas e experiências de todos que creram, começando com Abraão, passando por mim, incluindo você e os que ainda haverão de crer; está na compreensão da importância do engajamento e compromisso de cada filho de Deus.
Abraão comprometeu-se com Deus, pela fé, engajando-se em seu propósito, para ser bênção para todas as famílias da terra. Moisés assumiu libertar o povo hebreu da escravidão egípcia e guiá-lo à Terra Prometida. Com a morte de Moisés, Josué recebe do Senhor a incumbência de liderar e guiar o povo hebreu na posse de Canaã, mantendo a prática e a obediência aos ensinos passados por Deus a Moisés. O povo de Israel é convocado a formar e ser a “nação santa”. O povo outrora escravo, deverá viver sua liberdade de modo a influenciar os outros povos ao seu redor, pela pureza e lealdade ao Único Deus Verdadeiro, obedecendo as suas leis e submetendo-se ao Seu governo. À igreja, Corpo de Cristo, coube continuar a missão de Jesus, de alcançar com o evangelho o homem perdido. Amando-o por inteiro – corpo, alma e espírito – ensinando-o, guiando-o e tornando-o capaz de exercer influência no mundo em que vive como salvo.
Este PROPÓSITO permeou a vida de todos os que creram nas promessas e profecias, dos que viram e conviveram com o Verbo encarnado, dos que formaram a igreja primitiva que perseguida persistiu em proteger a “corrente” construída e mantida através das épocas por homens e mulheres usados pelo Senhor em manter viva a fé, para ver cumprida a missão de “buscar e salvar o que se havia perdido”. O PROPÓSITO de Deus continua o mesmo, eu e você, com certeza, estamos nos planos dele como instrumentos que continuarão mantendo a corrente invisível que torna a COMUNHÃO a mais bela das realidades espirituais, só discernida por aqueles que, ao receberem a salvação, comprometeram-se a ser parte da mesma visão.

Lea de Souza dos Reis

São Luis, 20 de outubro de 2008.

O Deus das Chances e Oportunidades


“Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Vinde, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, para que a iniqüidade não vos leve à perdição.
Lançai de vós todas as vossas transgressões que cometestes contra mim; e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois, por que morrereis, ó casa de Israel, Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei.”(
Ezequiel 18:30-32)

O Deus que conheço é o Deus das oportunidades e da provisão para todas as necessidades. Ele torna tudo possível. Mesmo aquilo que consideramos não ser. Ele completa nossa vida em cada pequeno detalhe, mesmo aqueles que consideramos insignificantes para que se importe.
Tenho experimentado pessoalmente, em minha vida com Cristo, este Deus que se importa, que realiza sonhos e toma sobre Si nossos fardos, dores e feridas. Um Deus que me permite a liberdade de ser quem sou, dizer o que penso e decidir meus caminhos; mesmo quando isso contraria Sua vontade “boa, perfeita e agradável”.
E quando minhas escolhas falharam e me senti desamparada, Ele não me abandonou. Suas mãos me ergueram e Seus braços me abrigaram, até que me recuperasse e pudesse refletir e retomar meu caminho com Ele, mais forte e mais consciente de que, mesmo quando não sinto, Deus está agindo; cumprindo em minha vida a promessa do Seu Filho, de estar comigo “todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Se você fez uma escolha errada que desagradou o Senhor, saiba que tudo tem conserto. Ele sempre nos recebe e seu amor é tão grande quanto sua capacidade de perdoar e apagar nossos pecados. Busque-o e experimente como eu, a ação do único Deus que se importa e nunca, nunca desiste de você.
Com carinho.

Léa de Souza dos Reis
São Luis, 20 de outubro de 2008.

sábado, 11 de outubro de 2008

Sou Jovem, Sou Santo e Sou Careta. Esta é Minha Escolha e Sou Feliz com Ela!


“...Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes,
e a palavra de Deus permanece em vós, e já vencestes o Maligno.
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real,
a nação santa, o povo adquirido,
para que anuncieis as grandezas daquele
que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.
(I João 2:14b; I Pedro 2:9)


Uma das maiores aspirações na vida cristã é sermos fiéis a Deus enquanto estivermos neste mundo. A maioria dos filhos e filhas do Senhor luta constantemente com a dificuldade de manter, no compromisso com uma nova vida, o padrão proposto nas Escrituras. De uma forma mais intensa, os jovens têm que lidar com a pressão que se estabelece na luta por manter-se fiéis a Deus.
Os valores e os padrões que a Palavra de Deus estabelece e exige do crente em Jesus Cristo, são um desafio diário para todos mas, para um jovem, eles assumem um peso diferenciado. Lidar com uma proposta de vida nos termos bíblicos é, a um só tempo, uma aspiração, um desafio e uma loucura para o jovem que, segundo a forma de viver do mundo, deveria estar aproveitando as coisas próprias da sua idade. Admitir a opção pela virgindade é “pagar o maior mico”, expor-se ao ridículo e ser considerado anormal. Recusar fumar, beber ou drogar-se é causar piedade por não saber aproveitar a vida. Não “ficar” é um desperdício das múltiplas ofertas para dar vazão aos apelos físicos dos hormônios e arriscar ser rotulado como “boiola” para os rapazes. Por todos os meios somos comprimidos e estimulados a abolir os valores e baixar os padrões espirituais.
Contudo, João e Pedro nos chamam a concentrar o nosso foco, não nas pressões e desafios que forçosamente enfrentaremos neste mundo mas, em nossa condição de filhos do Deus vivo e nas conquistas de Jesus para nos dar suporte nestes desafios e no como o Senhor nos ver a partir do sacrifício de Cristo. Estes contemporâneos de Jesus ressaltam o resultado da permanência da Palavra de Deus em nós, afirmando que somos fortes e que por vivenciá-la, vencemos o Maligno. Que Deus mesmo nos escolheu, constituiu, capacitou, tomou para si e nos santificou para servi-lo em pureza de vida e retidão de caráter.
Ser santo, num mundo conformado com todo tipo de impureza – física, moral e espiritual; exige dos filhos de Deus o mais profundo desejo e o mais disciplinado empenho em ser como Ele é. A santidade para o cristão está longe de ser apenas uma aspiração verbalizada em nossas orações ou discursos emotivos. Ela é uma exigência que testa o caráter do crente, ela deve ser modelada a partir da santidade de Deus, porque o padrão requerido dos filhos é o que está estabelecido no Pai. Sendo nosso modelo neste aspecto, Ele nos deu uma ordem que nos orienta a modelar nossa condição de vida pela sua, nos termos do seu caráter. A santidade também é motivada pelo amor dos irmãos. O amor fraternal (não fingido, constante, perseverante) é um vínculo comum, que une todos os justificados e que nos estimula a buscar a santidade. O amor que recebo e devo retribuir, me incentiva a viver sob a perspectiva do amor de Deus por mim, por meu irmão e por meu próximo. A santidade do cristão é amadurecida na união com Cristo, a pedra viva rejeitada pelos homens mas, escolhida e preciosa para Deus. Os filhos de Deus, são também quais outras pedras vivas e elas, unidas a Jesus, são parte da estrutura de uma casa espiritual, uma nova morada para habitação do próprio Espírito Santo.
Neste novo templo, os crentes constituem um sacerdócio santo, com a finalidade de prestar culto a Deus. Cada um é sacerdote em favor de si mesmo (não precisamos de intermediários para nos relacionar ou adorar a Deus) e em favor do outros (crentes ou não) diante do Senhor. Como sacerdote, ele oferece sacrifícios espirituais que se expressam em termos de adoração, submissão, obediência e serviço. No versículo 9 do capítulo 2 de sua primeira carta, o apóstolo Pedro associa BÊNÇÃO e RESPONSABILIDADE, como as duas faces de uma moeda. Embora tenham expressões distintas, elas partilham a mesma essência. A BÊNÇÃO expressa o que chegamos a ser por misericórdia do Senhor: a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido. A RESPONSABILIDADE, requer dos filhos da graça que eles ANUNCIEM em seu tempo, as grandezas daquele que os resgatou das trevas para que eles vivam sob sua luz no reino do seu Filho de amor. Isto me lembra o tema do DESPERTAR 2003 “Jovens Fiéis no Mundo de Hoje” e sua divisa desafiadora: “Pois como poderei ver o mal que virá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela?” (Ester 8:6). É nossa responsabilidade utilizar a força da nossa juventude para ANUNCIAR as grandezas do nosso Pai, pois somos sua GERAÇÃO ELEITA – Deus nos escolheu como povo para sermos testemunhas da redenção que Ele promoveu; somos o seu SACERDÓCIO REAL – Ele nos constituiu para exercer o sacerdócio, como expressão da nossa cidadania; fomos separados como NAÇÃO SANTA porque o Senhor deseja que nossa vida expresse na nossa adoração e no serviço, sua natureza e santidade; somos seu POVO ADQUIRIDO – Deus nos criou e nos resgatou, para nos ter como sua possessão eterna, porque nos ama profundamente.
Porque compreenderam o significado dessas verdades, João e Pedro nos escreveram, para que definamos os contornos do nosso compromisso com o Deus de toda fidelidade, que exige santidade de caráter em seu filhos.
Ser jovem e ser fiel nestes dias, não é fácil. Mas, é possível para os que escolhem a OBEDIÊNCIA como instrumento para ser SANTO como ELE É!
Que Deus nos dê esta convicção e este nível de compromisso com Ele.

Léa de Souza dos Reis
01 de outubro de 2008;

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

INVESTIMENTO MISSIONÁRIO Uma ferramenta dos bem aventurados


“...mais bem aventurado coisa é dar
do que receber” ". (Atos 20:35b)


O texto transcrito aponta para o inverso da busca do homem em nossos dias. Em se tratando de felicidade, nosso entendimento associa o RECEBER como via de realização. Cremos que se recebermos ficaremos satisfeitos e a satisfação significará felicidade. Contudo, o ”manual bíblico missionário” do Novo Testamento, o livro de registro dos Atos dos apóstolos, nos indica o DAR como instrumento completo de realização.
Por que DAR traz felicidade, se a busca por RECEBER expressa a ausência de satisfação? O que há no DAR para me tornar pleno, realizado, motivado e feliz, se para RECEBER me disponho a lutar, a buscar e a persistir? Muitas seriam as perguntas a fazer se descuidarmos da simplicidade dos alertas da Palavra de Deus, que trazem em suas afirmações paradoxais, segredos da plenitude que todo homem sonha encontrar.
As Escrituras Sagradas e seus autores inspirados registram em suas instruções, afirmações e vivências as “pistas” para chegarmos ao tesouro que chamamos FELICIDADE. Atos 20:35 é a indicação que finaliza a descoberta do segredo desta bem-aventurança.
O missionário sustentador é aquele que descobriu o segredo do ser feliz em DAR-SE:
- Apoiando e incentivando os primeiros passos na consolidação de um chamado; como Ananias e Barnabé fizeram com Paulo (Atos 9:11-30);
- Investindo no preparo dos vocacionados da igreja local, como muitas das nossas igrejas fizeram e fazem;
- Cooperando fielmente para manter o missionário no Campo; como tem feito com Patrícia Almeida da Silva no Radical III em Missões Mundiais;
- Vencendo batalhas com o missionário, de joelhos na presença de Deus, pela oração;
Essa FOI a nossa resposta há um tempo atrás. Qual será nossa resposta HOJE? Há milhões de pessoas aguardando AGORA sua resposta. Quanto você está disposto a DAR para encher, com o nome delas, o LIVRO DA VIDA? Haverá maior nível de satisfação do que este?


Léa de Souza dos Reis
São Luis, 02 de Outubro de 2008.

CONFIE NO NOME DO SENHOR


Quem há entre vós que tema ao Senhor?
ouça ele a voz do seu servo. Aquele que anda em trevas,
e não tem luz, confie no nome do Senhor,
e firme-se sobre o seu Deus.
(Isaías 50:10)

Em que nossa fé se sustenta? Onde está a base de nossa confiança? O que nos faz continuar crendo, mesmo quando a resposta demora? Alguns exemplos nos respondem...

Quando o medo me assalta, Ele diz: Não temas!
Quando me considero incapaz diante de uma tarefa ou missão, Ele me encoraja e me dá segurança; “Esforça-te e tem bom ânimo, não te deixarei, nem te desampararei! (Josué 1:9);
Quando minha mente se enche de preocupações e dúvidas, Ele me consola e me enche de alegria. “Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o teu consolo trouxe alívio à minha alma”. (Salmo 94:19);
Quando estou cercado por todos os lados e não vejo saída, Ele é o meu socorro e me guarda de todo mal. “O meu socorro vem do SENHOR, que fez os céus e a terra... O SENHOR o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida”. (Salmo 121:2,7);
Quando estou lutando e o desânimo me abate, o temor me afetam e as forças me faltam, Ele diz: “Quando você atravessar as águas, eu estarei com você; quando você atravessar os rios, eles não o encobrirão. Quando você andar através do fogo, não se queimará; as chamas não o deixarão em brasas. Pois eu sou o SENHOR, o seu Deus, o Santo de Israel, o seu Salvador...” (Isaías 43:2-3);
Quando preciso de conselho e direção e temo agir em desacordo com a Sua vontade, Ele me diz: "Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar.”. (Isaías 48:17);
Quando o perigo me ronda e temo por minha vida, Ele me lembra: “Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.” (Salmo 91:7);
Quando estou aflito e ansioso pela satisfação das minhas necessidades, me lembro da sua promessa: “Nunca terão fome nem sede... porque o que se compadece deles os guiará, e os conduzirá mansamente aos mananciais das águas” (Isaías 49:10);
Quando me sinto só, negligenciado e abandonado, medito nestas palavras: “Em ti confiam os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, não abandonas aqueles que te buscam.” (Salmo 9:10);
Quando penso: O que será do meu futuro? Sua palavra afirma que: “O Senhor já o tornou perfeito, porque Ele não abandona as obras das suas mãos”. (Salmo 138:8)
Quando estou diante do que considero impossível, minha esperança deve se renovar no Deus que afirma sobre si mesmo: “Agindo eu, quem impedirá? (Isaías 43:13) e “Há, porventura, alguma coisa difícil para o Senhor”? (Gênesis 18:14);

Os que exercitam sua fé pela oração, têm sido grandemente abençoados por manterem estreita associação dela com a leitura e a meditação da Palavra de Deus. As promessas de Deus que se cumpriram a favor do seu povo, as afirmações feitas sobre o Seu poder e Sua disposição para abençoar; reforçam a necessidade e a propriedade deste exercício.
Tenho sido sustentada em minha busca por este Deus que deu seu Grande Nome como “penhor” do cumprimento de Sua Palavra, por exercitar minha fé na prática da oração, da intercessão e da leitura disciplinada da Bíblia. Outra oportunidade de ouro para isso tem sido a disciplina de participar das primeiras semanas de cada mês e dos meses inteiros dedicados à oração em nossa igreja. Minha disposição me levou a refinar o meu interesse por pessoas e causas além de mim, a renovar meu compromisso com o serviço aos santos, a perceber que tudo no Reino faz parte e faz sentido – Deus, seu reino, sua igreja, suas obras, suas criaturas e seus filhos. Se ficasse de fora e perdesse essas oportunidades eu, com certeza, estaria mais pobre, mais cega, mais irresponsável, mais egoísta, mais fraca, menos consciente, mais triste, mais incapaz.
Que bom que decidi participar!!! Posso afirmar como o profeta: “Eis que Deus é a minha salvação; eu confiarei e não temerei porque o Senhor, sim o Senhor é a minha força e o meu cântico; e se tornou a minha salvação... Cantai ao Senhor; porque fez coisas grandiosas; saiba-se isso em toda a terra. Exulta e canta de gozo, ó habitante de Sião; porque grande é o Santo de Israel no meio de ti”. (Isaías 12:2,5-6).


Léa de Souza dos Reis
São Luis, 03 de Outubro de 2008.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma Centelha na Escuridão



"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras,
e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
(Mateus 5:16)


De julho para cá temos sido abençoados com estudos dominicais sobre os Mandamentos Recíprocos. Amar, saudar, aceitar, cuidar, suportar, sujeitar-se, não julgar, não se queixar, não falar mal, não provocar, confessar pecados, ensinar, encorajar, aconselhar, levar os fardos, orar, ser bondoso, hospedar... Atentar para cada um deles, é dispor-se a sentir na pele as implicações de cumpri-los e também de não fazê-lo. No contato com eles, sob a luz da perspectiva de Deus para seus filhos, percebemos que eles nos constrangem a fazer uma “varredura” no nosso dia-a-dia cristão, na intenção de detectar as atitudes, as decisões e a motivação que tem dado direção à nossa prática de vida e quanto isto tem nos aproximado de sermos motivo de louvor a Deus ou de ceticismo à Sua ação na nossa vida.
Debruçar-nos sobre a Palavra do nosso Pai e permitirmos que Seu Espírito nos guie no aprendizado do que ele deseja de nós e para nós, tem feito diferença em nosso meio. Ainda que não tenha sido escolha de cada um de nós estudar a realidade prática da reciprocidade no trato, no relacionamento, na proteção, no crescimento e no serviço, aprouve a Deus inspirar seus servos, os nossos guias espirituais, a tratar da importância do cumprimento destes mandamentos na edificação da igreja do Senhor. A fonte dos registros destes princípios práticos de ministração mútua da graça de Jesus em nós é a santa palavra de Deus. Ela martela nossa consciência, penetra nosso coração, expõe nossas emoções e testa nossos sentimentos. E vai além, aprofundando o trabalho do Ensinador das verdades divinas. Toca as áreas mais sensíveis das nossas vidas, revelando nosso “pobreza”, nossa “cegueira” e nossa “nudez” como na carta à igreja em Laodicéia no Apocalipse.
Temos começado a superar nossa dificuldade em desejar ver a real condição em que nos encontramos como crentes (como igreja por conseqüência), aos olhos de Deus. Estamos deixando a síndrome de Adão que nos leva a transferir, para a igreja, a responsabilidade de apresentar ações que gerem mudanças que nos abençoem, abençoem aos irmãos e abençoem os que ainda não aceitaram Jesus, porque começamos a compreender que as mudanças que desejamos são, a natural conseqüência das transformações que faremos em nós mesmos, com a ajuda do Espírito Santo. E que isto não depende de ninguém – irmão, próximo ou igreja – porque ninguém decide por nós e faz em nós o que nos compete fazer ou melhora a qualidade da nossa vida com Deus. Somos livres para decidir sobre tudo, e isto inclui se vamos ou não obedecer ao nosso Deus – Pai, Salvador e Soberano. Ele mesmo resumiu toda direção do caminho para o cristão, num “supra-sumo” dos mandamentos em Mateus 22:37-40 "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'”. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas".
Se você acha que cumprir mandamentos é coisa do passado, está errado! Que não cumpri-los não afeta negativamente sua vida, errou também! Os mandamentos são itens atualizados da lista de preservação do que é bom e edifica para o cristão que deseja ser parte decisiva na transformação deste mundo imerso em trevas espirituais, onde os desesperançados tateiam em busca de um vislumbre de luz que lhes mostre o caminho. É preciso que cada um de nós se disponha e se comprometa a ser esta centelha que lhes indique a direção da Luz de Cristo. E que cada um que assim fizer renove, pela fé no Senhor, a esperança de que cada filho de Deus se disponha a arder como centelha, até que todos juntos, sejamos CHAMA que glorifica neste mundo, o nome bendito de Jesus.

Léa de Souza dos Reis


São Luis, 24 de setembro de 2008.

O BRASIL TEM SEDE DE DEUS



Quem terá compaixão do gigante Brasil?

Fomos Salvos para que? A palavra de Deus nos afirma que fomos salvos para praticar as boas obras e anunciar “as grandezas daquele que nos chamou das trevas”. Mas, COMO OUVIRÃO sobre as suas grandezas, os que ainda permanecem sem saber do amor do único Deus que estabelece sua relação com o homem em termos de doação completa e irrestrita? Como ouvirão, se não houver quem pregue, se não houver quem envie ou se não houver quem vá?
Como seres humanos, não estamos habituados a responder perguntas que incomodam. Mas, aprouve ao Senhor de Missões inspirar os nossos missionários da Junta de Missões Nacionais (JMN) a transformar a campanha deste ano em um grande desafio na forma de pergunta. Um grito? Um questionamento? Um chamamento? Uma reflexão? Abençoada inspiração que nos conduz ao desejo ardente de responder humildemente como Isaías, diante da percepção da grandeza e da santidade do Deus, que continua a perguntar através dos séculos, “A QUEM ENVIAREI?”
Quem Terá Compaixão suficiente do gigante Brasil? Quem se compadecerá verdadeiramente a ponto de dizer “eis-me aqui”, eu tenho compaixão, envia-me a dessedentar as CRIANÇAS, os ROMEIROS, os CIGANOS, os ÍNDIOS e os DOS GRANDES CENTROS do nosso País? Eu quero saciar a sede dos brasileiros sem salvação com Jesus a água da vida? Para isso, é forçoso comprometer nosso tempo e joelhos com a ORAÇÃO, nossos recursos e bens com o ENVIO e o SUSTENTO de missionários, até nossa família e nós mesmos INDO.
Se Deus nos convocou e respondemos ao seu chamado, que tipo de participação você se comprometeu a assumir? Você é um missionário INTERCESSOR? ORE SEM CESSAR!!! Você é um missionário SUSTENTADOR? INVISTA NO BANCO DA ETERNIDADE ATRAVÉS DE MISSÕES. Lá, seu dinheiro rende a 30, 60 e a 100 por um. Você é um missionário SEMEADOR? Então VÁ!!! Deus levantará entre os que ficam quem o sustente com a sua FÉ, suas ORAÇÕES, e com a sua FIDELIDADE.
O clamor do nosso povo chegou até nós de forma real e transparente, e não dá mais para ignorar o som das suas necessidades. Se nos calarmos, COMO OUVIRÃO? Se não obedecermos, COMO SE SALVARÃO? No entanto, se cada um de nós respondermos: “eis-me aqui”; nossa resposta regará os corações e as vidas dos brasileiros com a ÁGUA DA VIDA e eles NUNCA MAIS TERÃO SEDE!!!

Por tudo isso, eu tenho compaixão!

Léa de Souza dos Reis
24 de setembro de 2008.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Por que Não Você?


“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mateus 28:19)

Jesus comissionou a todos os cristãos e deu-lhes a tarefa de anunciar a sua mensagem a todo mundo. Para o pequeno grupo de cristãos que ouvia as suas palavras, aquele mandamento era um grande desafio. No entanto, sabemos que eles conseguiram fazer com que Jesus Cristo fosse conhecido e aceito em todo o mundo.
Por que então, muitos permanecem alheios aos desafios do mundo em nossos dias? Em quê, a tarefa de Missões mudou para nós que não nos estimula como estimulava os cristãos do primeiro século? O que os fazia tão obedientes e envolvidos com a tarefa de fazer novos discípulos – essência do mandamento do Senhor? Diante do que tinham “visto e ouvido” eles não podiam se calar ou se omitir, deixando aos apóstolos, toda a obra missionária. Eles se sentiam responsáveis igualmente e não fugiram, deram desculpas ou amaram mais suas vidas que ao Senhor, não, eles assumiram a responsabilidade delegada a cada um pela autoridade de Jesus “Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". (Mt 28.18-20). Por esta atitude dos cristãos primitivos nossa Igreja existe e nós fomos alcançados e resgatados para a vida eterna.
Creio que as campanhas missionárias que fazemos anualmente sofrem, em seus resultados, com o temor dos pastores e líderes de serem confundidos com os mercadores das bênçãos; por reforçarem a necessidade da expressiva e amorosa participação financeira de cada crente. Há seis anos atrás, procurei e guardei por um ano em minha bolsa, uma moeda de R$ 0,01 (um centavo de real). Guardei para lembrar da vergonha que senti ao saber que este foi o valor “per capita” da contribuição para Missões Estaduais do ano anterior. Aquela moeda serviu também para manter o meu compromisso pessoal de participar financeiramente de modo expressivo e de incentivar todas as pessoas da minha igreja a fazê-lo. Estamos em plena campanha de Missões Nacionais, e em minha igreja nós reforçamos o desafio do tema proposto. Ao recitarmos o tema, nós acrescentamos nossa resposta e ficou assim: O Brasil tem sede de Deus. Quem terá compaixão? O Brasil tem sede de Deus. Eu tenho compaixão!
Por que você não aceita o desafio de Deus de contribuir de forma expressiva? Você tem compaixão? Contribua de acordo com ela.
Leia um dos nossos jornais da cidade ou assista-o na televisão e veja quanta urgência há de agirmos, para impedir que tantos vivam ou morram sem Jesus. Contribuir financeiramente é uma das formas de dizer a Deus: “Eis-me aqui! Envia-me a mim” como Isaías fez.
O que tenho não me rende quase nada se gasto em matéria mas, investido no alcance de vidas é impossível contabilizar seus resultados. Adote um Projeto, um Programa ou uma Vida missionária; isto é investimento real com retorno “a trinta, a sessenta e a cem por um”.

Léa de Souza dos Reis

QUEM NOS CONTROLA?


“Andai em Espírito e não cumprireis
a concupiscência da carne” (Gálatas 5:16)

Deus colocou em nós tudo que é necessário para podermos decidir e sermos disciplinados. Nossos controles estão em dois níveis. Num deles, os controles são internos, estão dentro de nós – nossa vontade e nosso livre arbítrio (que formam nossa capacidade de decisão) e em outro o controle é externo e está em Deus, Criador e Senhor da nossa vida. Mas, o controle externo, em certas áreas, depende e é aperfeiçoado pela interação com os controles internos. Associados ao Senhor, maximizamos nossa capacidade de resistência.
Deus nos ajuda em nossos controles quando Lhe permitimos interferir no que nos diz respeito. Apesar dos seus direitos de Criador, Senhor e Sustentador, Ele não controla aquilo que podemos controlar utilizando as capacidades que Ele mesmo colocou em nós.
Tudo que fora de nós nos controla ou está querendo nos controlar, e não é Deus, é ou se tornará pecado. O controle fora do homem que é consentido, permitido ou admitido por ele não sendo Deus, é pecado, é ídolo, é dano e trará conseqüências desastrosas para sua vida.
Atentemos, pois à recomendação do apóstolo Paulo aos crentes da Galácia, “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”. Associemos ainda a esta exortação, a recomendação feita aos irmãos de Filipos, presenteados pelo apóstolo com um poderoso instrumento para exercitarem seus controles internos: “Por último, meus irmãos, encham a mente com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente.” (Filipenses 4.8). Reforcemos as duas com o alerta de João sobre os três canais através dos quais Satanás nos seduz para levar-nos a desobedecer a Deus “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo”. (I João 2:16). “A concupiscência da carne – alimenta nossos apetites físicos e suas gratificações neste mundo. A concupiscência dos olhos – apela ao interesse egoístico e põe à prova a Palavra de Deus. A soberba da vida enfatiza a autopromoção e a auto-exaltação”. (In. “Quebrando Correntes”. Pg.133)
Temos andado em Espírito? O que tem enchido a nossa mente, passa por esta “peneira” espiritual de Filipenses? Se o que tem exercido controle sobre nós não passa por estas recomendações, precisamos rever nosso compromisso com nosso Criador, Salvador e Senhor, de modo a deixar que Ele nos torne aptos para, sob tentação, associar-nos ao seu Espírito para manter sob sujeição nossa carne, sob controle os apelos do mundo e sob ferrenho ataque as investidas do diabo e sempre decidir em acordo com Sua vontade –“boa, perfeita e agradável”. Ela nos ajudará a ter uma vida digna da posição de filhos da luz, salvos das trevas para exercer influência positiva numa geração que não conhece a Deus e ao seu Filho de amor, cuja vida nos ensina a caminhar em Espírito, mantendo a carnalidade sob sujeição para glorificar nosso Senhor Jesus Cristo também na nossa carne.

Léa de Souza dos Reis

DICAS PARA UMA VIDA FRUTÍFERA


“Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim
e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.
(João 15:5)


1. APRENDA sempre para não estagnar. (II Pd. 1:5-10)
Manter uma atitude de aprendiz traz saúde ao espírito do cristão. É o seu instrumento para a fonte da juventude de uma nova criatura. “O povo que conhece seu Deus fará proezas”, conhecer sempre mais quem servimos por amor, preserva nosso empenho em aprender, energiza o processo do nosso aperfeiçoamento, acrescenta qualidade ao nosso serviço. Aprender sempre, dinamizar a vida que se renova a cada dia na busca de dar frutos.

2. APROVEITE cada oportunidade para fazer o bem. É isso que dá sentido a vida. (Tg.4:17).
Quem disser que ser oportunista é um defeito, não o percebeu sob a ótica das afirmações de Tiago e Paulo. O primeiro diz que aquele que diante de uma situação que requeira uma atitude de fazer o bem, em todos os sentidos, e se nega ou se omite de faze-lo, peca. O segundo recomenda não perder nenhuma oportunidade de manifestar o brilho de Cristo em nossas atitudes, afinal, fomos salvos para fazer coisas boas em tempos quando a inclinação da humanidade é má e egoísta. Diante de uma chance mínima: faça o bem que você gostaria de receber. Deste modo, tudo na vida terá sentido e glorificará, por conseqüência o nome de Deus.

3. Não espere ser convencido para oferecer ajuda. FAÇA PARTE, não se isole. Somos um corpo onde tudo e todos têm função. (Ef. 4:16)
A igreja, corpo vivo de Cristo, é edificada pela ação conjunta dos seus membros. Seu funcionamento depende da interação das partes nas suas contribuições. Não é raro percebermos sintomas de mal funcionamento, num corpo que foi constituído para ser perfeito e harmonioso em sua existência e atuação. Quando isto acontece é porque nós, as partes, manifestamos reações inadequadas e reprováveis como isolamento, omissão, negligência, teimosia, resistência e coisas do tipo, prejudicando a qualidade e a abrangência da nossa missão neste mundo


4. Quando magoado não se sinta ou se porte como vítima. REMOVA urgentemente a causa, pois a árvore das MÁGOAS não perdoadas ou não esquecidas tem como raiz a AMARGURA. (Hb. 12:14-15)
Este é um alerta muito importante quando se trata de dar frutos.
As árvores frutíferas quando adoecem, curiosamente não deixam de dar fruto. No entanto, os frutos de uma árvore doente são defeituosos, não são plenos em cor, formato e sabor. Em seu interior, muitas vezes encontramos “bichos”, larvas vivendo da sua corrupção. Isso ilustra bem o que a raiz de amargura faz em nós. Ela muda a nossa produção de frutos de boa para má. Examine-se urgentemente e veja se não há perigo de, por abrigar mágoas ou ser dado a hipersensibilidade, estar se transformando em uma árvore com maus frutos que geram pobreza e desânimo para você, de mau exemplo para novos na fé e descrentes e causam tristeza ao Espírito Santo. Se o exame confirmar a ameaça, arrependa-se, confesse, peça perdão, promova consertos, retome sua caminhada e prepare-se para uma das mais produtivas safras de frutos excelentes em sua vida de filho de Deus.

5. SEJA GENEROSO ao considerar o outro e HUMILDE ao olhar para si mesmo. “Deus trará tudo a juízo”. (Rm. 12:3a)
Com certeza, o maior exemplo deste tipo de equilíbrio nas atitudes foi Jesus enquanto viveu entre nós. Não se trata de parecer humilde mas sê-lo de verdade. Ter noção correta de quem somos nos protege de cair na tentação de uma vida hipócrita, em que nosso egoísmo se traveste de generosidade para alcançar o aplauso que massageia um ego já enfermo pelo orgulho. :Ser generoso no sentido bíblico é não reter o bem que possamos promover, ainda que ninguém veja ou saiba. Avançando ainda mais, ainda que nossa generosidade exija um preço que pode se expressar em termos financeiros, físicos, emocionais ou espirituais não retenhamos a bênção!

6. Quando estiver confuso, desnorteado ou “sem direção”: ORE, pois “para cima” haverá sempre uma saída. (Sl. 121:1-2)
A palavra de Deus é norte e prumo nas mais diversas, simples ou complexas questões que nos atormentam ou problemas que nos envolvam; para a maioria destas, a indicação é elevar os olhos e fixá-los, pela fé, na nossa fonte inexaurível e suficiente de socorro: Deus. A oração é a chave mestra que abre todos os acessos aos depósitos sobrenaturais dos recursos do Senhor. Ela está disponível a todos que receberam Jesus como seu Salvador pessoal e foram feitos neste ato de fé, filhos e herdeiros de Deus, por adoção.

7. USE SEMPRE em todos os seus gestos, atitudes, emoções, sentimentos, pensamentos ou palavras, uma BOA MEDIDA DE AMOR pois ele é o vínculo que torna elos em corrente. (Cl. 3:14-15)
Empregar amor em nossas decisões, ações, emoções, palavras e até na nossa forma de pensar é a escolha prática dos que aspiraram a vida no nível da excelência por buscarem refletir a essência de Deus e o caráter de Cristo. Usar o amor como medida de referência na vida cristã, nos livra da mornidão que causa autocontemplação, encurtamento da visão, mesquinhez no envolvimento e superficialidade no compromisso de dar “fruto que permaneça”.

Se todos nós buscarmos praticar estas recomendações na nossa vida pessoal, familiar, profissional e como igreja, com certeza conseguiremos viver de modo a glorificar o nome de Deus.

Léa de Souza dos Reis

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Nada Sem Jesus


“E em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos”. (Atos 4:12)

Nunca os cristãos fizeram tantas “afirmações de fé” quanto hoje. Todos buscam afirmar e divulgar sua fé em declarações públicas com o fim de conquistar adeptos e internalizar credos. Os movimentos neopentecostais, carismáticos, seitas, mercadejantes da fé, religiões de engano, religiões de tradição, filosofias e todos que almejam alcançar a alma humana em sua busca e necessidades; aderiram a esta estratégia. Para tanto, os adesivos, chaveiros, calendários, bonés, camisetas, pulseiras, outdoors, tem sido instrumentos disputados para ver quem chama mais a atenção ou torna sua mensagem mais forte. A maior parte deles usa os carros que circulam em nossas ruas, avenidas e estradas para divulgar suas “máximas de fé”.
Delas, a afirmação mais drástica, me enche de tristeza e de espanto: “Tudo Por Jesus, Nada Sem Maria”; numa demonstração inequívoca de desconhecimento das Escrituras. Digo isso porque venho de uma família católica, apostólica, romana; onde se respeitava e cultuava a mãe do Salvador. Posso dizer que só conheci o Evangelho aos dezoito anos quando pude estudar e conhecer por mim mesma a historia da encarnação, concepção sobrenatural e nascimento profético de Jesus, o Cristo de Deus. Como costumo falar, cavei meu próprio ouro, em termos das verdades que me levaram a aceitar Jesus como meu Salvador e Senhor pessoal aos dezenove anos. Durante este tempo de busca descobri que a Bíblia, como Palavra de Deus, é viva e poderosa para alcançar o coração mais cético. Que uma vez proclamada e ensinada, ela produzirá o resultado que nenhum outro instrumento conseguirá pois ela é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
A minha busca começou assim e continua a me fazer descobrir verdades renovadoras da fé que abracei desde jovem. Elas se somam para afirmar que NADA SE FÊZ, SE FAZ OU SE FARÁ SEM JESUS, porque TUDO FOI FEITO COM ELE, POR ELE E PARA ELE. Nesta busca tenho encontrado tesouros que me levam a lamentar por afirmações de fé equivocadas de muitos homens conformados com verdades descobertas ou fornecidas convenientemente por outros. Verdades que não subsistem sem dogmas, hábitos e tradições. Que não permitem questionamento ou liberdade de pensamento a homens que dizemos ser livres, inclusive para crer.
Apenas sobre Jesus e mais nenhum outro, as Escrituras fazem estas afirmações:
Não Há Fé, sem Jesus – Seu Autor e Consumador. A fé se baseia em seu ato salvífico de morte e ressurreição. (Hb. 12: 1-3).
Não Há Salvação sem Jesus – O Único e Suficiente Salvador (1Jo. 4: 14 e 5: 1a ; Atos 4: 12)
Não Há Vida, Caminho ou Verdade, sem Jesus – Ele é O Único que nos dá vida eterna, nos leva até o Pai e nos torna verdadeiramente livres. (Jo. 14: 6; 17: 1-3; 8: 32 e 36).
Não Há Mediação sem Jesus – Pois Ele é O Único mediador dado entre Deus e os homens. Só Jesus é Emanuel, Deus encarnado, esvaziado de Sua majestade para entregar-se em sacrifício e ser de fato “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.(1 Tm. 2:5, 6a; Hb. 7: 22-25; 8:6)
Não Há Paz, sem Jesus – Ele é O Único que nos dá “a paz que excede todo entendimento”. Pois Sua paz está acima das circunstâncias e de tudo que nos rodeia ou atinge. A presença constante do Messias, “o Príncipe da Paz” de quem fala o profeta Isaías, é a garantia de uma vida nesta perspectiva. (Jo. 14:27 e 16:33)
Não Há Céu, sem Jesus – Porque não há redenção sem cruz, céu sem calvário, resgate sem que se pague o preço e ressurreição sem que se passe pela morte. E Jesus foi o único capaz de sacrificar sua vida num ato de amor completo, para fazer tudo isso. (João 3: 16; 5: 26; 11: 25 e 6:40).
Não Há Vida Eterna sem a Garantia de Jesus – Porque o selo de garantia é o Espírito Santo da Promessa. Jesus é o único doador do selo da Vida Eterna. No fim, quando todo homem encarar a morte, não haverá resgate da sua alma, sem o selo do Espírito Santo, que autentica o Redimido e o único Redentor. (Ef. 1: 13-14).
A busca e a descoberta de verdades tão profundas me levaram a crer em Jesus e a aceitá-lo como meu Salvador pessoal. Busco conviver com Ele e conhecê-lo sempre mais. Aspiro desenvolver seu caráter em minha vida assemelhando-me a Ele. Recebi dele um presente que por mais rica que eu fosse não poderia comprar: a liberdade. Sou privilegiada por ser livre mas a liberdade que recebi me torna responsável por não ficar pasmada diante dos equívocos com que nos defrontamos a respeito de Jesus, único e suficiente Salvador. Por isso, até que deixe este mundo – por permissão ou determinação de Deus – vou continuar afirmando: “Nada, absolutamente nada aconteceu, acontece ou subsiste sem Jesus no passado, no presente ou no futuro”. A Ele seja pois a glória, para sempre, pela Verdade que liberta todo homem que busca o Deus verdadeiro.
Lea de Souza dos Reis

sábado, 6 de setembro de 2008

Tenha Coragem de Ser Diferente!


Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus;
este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente,
para que sejam capazes de experimentar
e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
(Rm 12:1-2)


Ao aceitar Jesus como Senhor e Salvador, fazemos opção por um modo de vida cuja marca á SER DIFERENTE. Isto é possível num mundo que tende a padronizar usos, costumes, linguagem e valores? O que é necessário para viver a proposta do evangelho? Para começar, é preciso ter CORAGEM.
A CORAGEM é o diferencial que abre a nossa VISÃO para a necessidade do mundo de receber a manifestação dos filhos de Deus. Nos dá DETERMINAÇÃO para ultrapassar nossos limites no cumprimento de nossa missão como despenseiros da multiforme graça do Pai. Além disso, nos motiva a estabelecer corretamente nossas PRIORIDADES e gera em nós o desejo e a tranqüilidade de PRESTAR CONTAS DA MORDOMIA PESSOAL do nosso envolvimento com uma CAUSA COMUM a todo cristão – o Evangelho e sua vivência.
Lembro de ter lido em algum lugar que coragem não é ausência de medo. É fazer o certo, mesmo sob efeito do medo. O medo nos entorpece e paralisa, nos atrapalha e impede por termos de enfrentar as conseqüências de um posicionamento, comportamento ou decisão. Sei, por experiência própria, que uma das coisas que nos causa mais medo é sermos vistos como pessoas diferentes. Consideramos mais fácil “tomar a forma” proposta e aceita pelo mundo, porque temos a necessidade de ser aceitos e queremos nos “enturmar”, ser parte dos círculos de relacionamentos, ser aprovados e não correr o risco de sermos rejeitados. Daí nos iludirmos e buscarmos SEMELHANÇA e não DIFERENÇA. Aceitamos como padrão de SER e FAZER, o que é comum, o que todos fazem, alcançar a média e a acomodação em lugar do desafio de buscar a PLENITUDE DA EXCELÊNCIA em tudo que temos, somos ou fazemos.
Hoje, o mercado de trabalho é uma fábrica de estímulos à competitividade. O melhor candidato a contratar, e o melhor funcionário a manter, é aquele que domina a mais recente novidade para otimizar a performance de desempenho em sua área. Uma grande luta é travada diariamente na busca deste padrão estabelecido como imprescindível para se sobreviver neste mundo tão seletivo. Os formadores de especialistas ficam cada vez mais ricos em nossos dias, porque oferecem o que o mercado diz ser a melhor qualificação para quem já está ou pretende ingressar no mercado de trabalho. Pagamos para ser um destaque entre muitos, porque acreditamos que isto nos colocará em nível de igualdade com muitos que já fazem parte deste mundo exclusivo. Este é só um exemplo das muitas causas e meios para assumir um padrão.
A palavra de Deus nos alerta que tudo de material que viermos a conseguir nesta vida, pode ser perdido ou tomado; “pela traça, pela ferrugem ou pelos ladrões”. Que a melhor atitude e a melhor providência para o cristão, é acumular tesouros espirituais no céu, onde eles não sofrem desgastes, não se perdem ou são tomados do seu dono. Onde o guardador destes tesouros, o próprio Senhor Jesus, é fiel para mantê-los até que recebamos sua posse definitiva.
Enquanto estivermos neste mundo, precisamos agir com CORAGEM para aceitar, declarar e assumir nossa condição e cidadania cristã – este é o culto mais racional que podemos prestar a Deus. Um verdadeiro sacrifício vivo, que é santo e agrada ao Soberano de um Reino que começa ser vivido aqui, mas que só alcançará sua plena concretização na eternidade.
Que sejamos corajosos cidadãos de honra!

Léa de Souza dos Reis

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Hoje é o Tempo...



Mas, assim como é santo aquele que os chamou,
sejam santos vocês também em tudo o que fizerem,
pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo".
(I Pedro 1:15-16)



As vezes penso que não nos damos conta do quanto radical e inovadora é a proposta do Evangelho para os crentes em Jesus. De saída nos defrontamos com a questão fundamental da nossa adoção e portanto, da nossa paternidade. O Pai do nosso Senhor e Salvador nos assume como filhos e deixa claro que a partir daí nossa natureza transformada deverá refletir nossa filiação.
Como o Pai é santo, os filhos gerados por Ele devem proceder de modo santo. O caráter do Pai exige santidade dos filhos: "Sejam santos, porque eu sou santo".
Pensando na verdade dessas afirmações, ser santos para os filhos de Deus não é uma expectativa do Pai ou opção para aqueles que Ele gerou. É uma condição que nos definirá como participantes de sua natureza.
Por não pesarmos as implicações do mandamento de sermos santos, com tristeza, às vezes ouvimos crentes afirmarem sobre si mesmos: Sabe, eu não sou santo! Longe de ser uma expressão ou uma justificativa, afirmações assim revelam o quanto estamos distantes de proceder de modo digno da mais alta posição com cedida a um mortal: a posição de filhos de Deus.
Não podemos continuar postergando a busca de uma vida santa que honre a nossa condição de filhos de um Deus que não aceita menos que isso como padrão de vida. O tempo de buscar, conhecer, crescer, restaurar, renovar, assumir e transformar a qualidade do nosso compromisso com Ele é hoje. Para isso, os instrumentos são simples, estão ao nosso alcance e podem ser utilizados sem a necessidade de um “supervisor”. Não precisamos de ninguém, tudo o que precisamos é: decisão, ação, persistência e disciplina,
pois leitura da Bíblia, vida de oração, adoração, meditação, obediência e testemunho são o preço a pagar na busca da santidade.
Passarmos do desejo de ser santos à disciplina de tornarmos esta a forma de nosso caráter e vida cristã, é o preço que e você e eu
pagaremos para ser santos como Ele é.
Hoje é o tempo!!! Não adie mais, comece agora. Ele está pronto, agora mesmo, para ouvir a disposição do seu coração antes que finde o dia.

Léa de Souza dos Reis

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

TENHO ESPERANÇA

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.”
(Lamentações 3:21)


Há circunstâncias e afirmações que nos fazem descobrir verdades preciosas nos momentos mais difíceis. Essas descobertas são parte da graça Daquele que prometeu caminhar conosco cada dia.
Quem não ouviu essa frase comum mas, totalmente equivocada – “A esperança é a última que morre?!” Em meio a “ventos”, “tempestades” e “mar revolto” tenho caminhado com o Senhor de todas as circunstâncias, situações, crises ou problemas. Semelhantemente à experiência dos discípulos quando Jesus acalma a tempestade de vento, tenho aprendido que enquanto Ele aparentemente “dorme”, o que pode parecer indiferença é a tranqüilidade de quem possui toda a autoridade no céu e na terra. Caminho em meio à turbulência com o Logos de Deus - Jesus, o meu Senhor e Salvador. Ele conhece nossas dores, vê todas as nossas lágrimas, distingue nossos reais temores, sonda os nossos corações e conhece todos os nossos dias, especialmente aqueles que ainda não vivemos.
Por crer assim, reescrevi a frase equivocada: A Esperança não morre, ela se realiza. Se torna fato, verdade palpável. A Esperança concretiza a fé. Ela forja e solidifica o caráter do cristão aprovado nas lutas que trava e enfrenta.
Tenho esperança porque tenho fé e tenho fé porque “a benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim... grande é a sua fidelidade”. (Lamentações 3:22). Tenho esperança porque Ele é quem sabe “os planos que tem para [mim e você]... planos de paz e não de mal, para [me e lhe] dar um futuro e uma esperança”. (Jeremias 29:11). Tenho esperança porque sirvo a um Deus vivo, que zela pelo cumprimento de Suas promessas e que me afirma: “...eu não me esquecerei de ti” (Isaías 49:15) Por todas estas e muitas outras razões: Tenho Esperança!
Que você também possa renovar a sua!

Léa de Souza dos Reis

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

EU E MINHA RAIZ

Creio que a vida e ministério de cada crente são definidos a partir de sua raiz na vida cristã. Raiz bem formada, terra preparada, crente em desenvolvimento. Deste modo, percebi que: se a raiz é boa e forte – o crente que se origina dela e nela se desenvolve é crente bem forjado, é árvore frutífera. Que sente, mas não teme, a poda do Jardineiro para maior produção de frutos.
Minha raiz tem duas origens abençoadas: Uma mulher de oração a quem reverencio como mãe (hoje na glória) e uma Igreja amorosa e obediente aos preceitos bíblicos que reputo como exemplo para qualquer igreja que queira ser digna como agência do Reino bendito do Senhor Jesus. Eu sou resultado do amor dedicado a Deus por uma mulher – Mariêta Oliveira dos Reis e uma igreja – Igreja Batista do Calvário (São Luis-MA). Com elas aprendi lições preciosas que continuam válidas em quase 36 anos de vida cristã (Deus me alcançou em 13/08/1972)
Com a mulher de oração e a igreja de amor aprendi que:
- Respeito e honra a pais, pastores e obreiros de Deus, são mandamentos e recomendações para serem obedecidos.
- Servir a Deus em qualquer lugar ou posição é um privilégio como poucos.
- Ter a família em sujeição e sob o ensino bíblico é o único modo de preservá-la e investir no reino de Deus.
- Ir aos campos missionários a partir do LAR e do lugar onde estamos (Bairro e Cidade) é possível e todos os filhos de Deus devem fazê-lo.
- Participar das atividades da igreja é alegria e responsabilidade que deve envolver toda a família (crianças, adolescentes, jovens e adultos).
- O melhor sermão: um bom exemplo.
- Desafios se superam com esforço individual e cooperação de todos (quantas vitórias nestes moldes alcançamos).
A galeria das minhas lembranças guarda “fotos” que valem ouro:
1) Pr. João Crisóstomo da Silva (instrumento de Deus na minha conversão, quem me batizou e me casou),
2) D. Mariêta (formadora pelo exemplo, do meu caráter cristão – como mãe, esposa e serva),
3) Marita (exemplo de garra, superação e bondade escondidos por baixo de sua pele negra)
4) Irmão Alírio (hoje na glória) evangelista exemplar, que não usou sua aparente deficiência (cegueira) como desculpa para não servir a Deus.
5) A EBD e seus simples e bravos professores (que durante um ano lapidaram a dureza da minha mente e coração de jovem com a Palavra de Deus e a inspiração de suas vidas),
6) meus pastores – João Crisóstomo da Silva e Raimundo Amaral, Donald McNeall, Elizeu Martins Fernandes e suas esposas, irmã Elisa, Albertina, Wanda, Irenilda e suas famílias (que me mostraram o preço de servir a Cristo na vocação e ministério e a alegria que vem do amor e paz que excedem todo o entendimento),
7) e a família Reis – os filhos (que como eu, vêm desta raiz especial – que me ensinaram compromisso, dedicação e investimento da vida, no Reino de Deus), entre eles, de longe – meu “xodó”, a minha irmã de coração e alma Jovelina, a quem devo o aprendizado da vivência, da luta por tudo que é justo, puro e de boa fama, o amor pelo próximo, o caminhar das milhas necessárias com quem precisa, o perdão sempre pronto, o amor e a profundidade nas palavras, a delicada e firme sabedoria que Deus lhe deu, da qual muitos, inclusive eu, já puderam usufruir.
Tudo começa na RAIZ e a minha vem de uma Mulher de Oração (minha mãe Mariêta) e de uma Igreja de Amor (Igreja Batista do Calvário) que à expressão de seu próprio nome – me amou e intercedeu por mim até que o Espírito do Senhor concluiu o Seu trabalho para a minha conversão.
Esta é a minha história, e por isso, cada vez que alguém aceita Jesus em minha Igreja, e compromete-se com ela pelo testemunho público do batismo; penso no tamanho da nossa responsabilidade (individualmente e como corpo) de ser solo fértil onde sua raiz gere uma vida cristã digna do seu Salvador. Este é um sonho que vale a pena se tornar realidade!

Léa de Souza dos Reis

terça-feira, 26 de agosto de 2008

LÁGRIMAS E MÁSCARAS


Por favor, não se defenda das suas lágrimas!

Alguns de nós aprendemos a olhar para as lágrimas como sinal de fraqueza e, ao longo dos anos que vivemos, vamos construindo uma couraça para esconder o que sentimos.
Em minha vida cristã busquei a disciplina espiritual de ler a Bíblia e orar, e esta busca me expôs a um confronto constante entre quem gostariam que eu fosse e quem realmente eu sou.
De temperamento e personalidade fortes, de primeira impressão “não gostável”, fechada, de poucos amigos, fui ensinada a remir o tempo e aproveitar as oportunidades. “Refinei” meu gosto por coisas e pessoas com história, tendo por professor um mestre-de-obras da construção civil, com dedos ásperos e pés rachados pela manipulação e contato diário com areia, barro, cimento e pedra.
Não houve lugar para reclamar da sorte, do pouco dinheiro ou do tipo e quantidade de comida que era servida em nossa mesa.
Entre minhas lembranças de criança, não lembro de ter chorado muito por coisas que habitualmente levam uma criança a chorar, como guloseimas fora de hora, ou desejadas na lista de compras, brinquedos ou passeios. No entanto, desde o início da minha vida cristã, aos 19 anos, descobri que uma das funções dos olhos é chorar. Que as lágrimas não são, necessariamente uma evidência de fraqueza. Sei que estudar a palavra de Deus sob a orientação do Espírito Santo, orar para que Ele nos conduza às verdades mais profundas da vida que o Senhor quer que vivamos, me tornou mais sensível do que eu esperava. Eu tinha aprendido a me “defender” das minhas lágrimas e não me dera conta de que o desconforto de um nó na garganta não deveria ser disfarçado ou controlado para evitar cair no choro ou “abrir o berrador”, (como costumo dizer em minhas palestras).
O grande ensinador, o ajudador dos salvos, o intercessor por excelência a nosso favor, me levou a reencontrar as minhas janelas da alma. Ele sensibilizou de tal forma minha mente, coração e alma que me decidi finalmente a assumir o compromisso com Deus, comigo e com meu próximo de ser quem Ele quer que eu seja. Se isso significa "baixar a guarda", eu o fiz!
E então? Você ainda está lutando? Ainda se defende das suas lágrimas? Até quando você vai adiar a retirada das máscaras que lhe ensinaram a colocar, pressionaram a usar ou voluntariamente colocou?


Eis o resumo do que descobri até agora...

Máscaras são parte de uma coleção vestida pelo homem desde o início de sua história para esconder sua vergonha, negar a verdade e transferir sua responsabilidade.
Lágrimas são comportas abertas por onde se derramam nosso sofrimento, nosso orgulho e nossa aparente suficiência.
Máscaras são camadas de hipocrisia.
Lágrimas são gotas de verdade.
Máscaras são a visão exterior do endurecimento de um coração.
Lágrimas são partículas liquefeitas da essência da nossa humanidade.
Máscaras são as faces expostas da Esfinge que luta para manter seus enigmas não decifrados.
Lágrimas são a confissão pública da nossa fragilidade, o extravasar da nossa sensibilidade e a admissão clara da nossa vulnerabilidade.
Máscaras são o fino acabamento construído pelo medo, dúvida, dor e sofrimento acumulados vida a fora.
Lágrimas são cristais derretidos da transparência da alma diante de Deus.
Máscaras são demãos de pecados inconfessados, sob o verniz do não arrependimento.
Lágrimas são o derreter das máscaras que costumamos usar sob o foco da luz do Espírito Santo.

As lágrimas são um solvente divino para revelar a alma em sua essência!

Léa de Souza dos Reis

Até breve!!!