quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma Centelha na Escuridão



"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras,
e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
(Mateus 5:16)


De julho para cá temos sido abençoados com estudos dominicais sobre os Mandamentos Recíprocos. Amar, saudar, aceitar, cuidar, suportar, sujeitar-se, não julgar, não se queixar, não falar mal, não provocar, confessar pecados, ensinar, encorajar, aconselhar, levar os fardos, orar, ser bondoso, hospedar... Atentar para cada um deles, é dispor-se a sentir na pele as implicações de cumpri-los e também de não fazê-lo. No contato com eles, sob a luz da perspectiva de Deus para seus filhos, percebemos que eles nos constrangem a fazer uma “varredura” no nosso dia-a-dia cristão, na intenção de detectar as atitudes, as decisões e a motivação que tem dado direção à nossa prática de vida e quanto isto tem nos aproximado de sermos motivo de louvor a Deus ou de ceticismo à Sua ação na nossa vida.
Debruçar-nos sobre a Palavra do nosso Pai e permitirmos que Seu Espírito nos guie no aprendizado do que ele deseja de nós e para nós, tem feito diferença em nosso meio. Ainda que não tenha sido escolha de cada um de nós estudar a realidade prática da reciprocidade no trato, no relacionamento, na proteção, no crescimento e no serviço, aprouve a Deus inspirar seus servos, os nossos guias espirituais, a tratar da importância do cumprimento destes mandamentos na edificação da igreja do Senhor. A fonte dos registros destes princípios práticos de ministração mútua da graça de Jesus em nós é a santa palavra de Deus. Ela martela nossa consciência, penetra nosso coração, expõe nossas emoções e testa nossos sentimentos. E vai além, aprofundando o trabalho do Ensinador das verdades divinas. Toca as áreas mais sensíveis das nossas vidas, revelando nosso “pobreza”, nossa “cegueira” e nossa “nudez” como na carta à igreja em Laodicéia no Apocalipse.
Temos começado a superar nossa dificuldade em desejar ver a real condição em que nos encontramos como crentes (como igreja por conseqüência), aos olhos de Deus. Estamos deixando a síndrome de Adão que nos leva a transferir, para a igreja, a responsabilidade de apresentar ações que gerem mudanças que nos abençoem, abençoem aos irmãos e abençoem os que ainda não aceitaram Jesus, porque começamos a compreender que as mudanças que desejamos são, a natural conseqüência das transformações que faremos em nós mesmos, com a ajuda do Espírito Santo. E que isto não depende de ninguém – irmão, próximo ou igreja – porque ninguém decide por nós e faz em nós o que nos compete fazer ou melhora a qualidade da nossa vida com Deus. Somos livres para decidir sobre tudo, e isto inclui se vamos ou não obedecer ao nosso Deus – Pai, Salvador e Soberano. Ele mesmo resumiu toda direção do caminho para o cristão, num “supra-sumo” dos mandamentos em Mateus 22:37-40 "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'”. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas".
Se você acha que cumprir mandamentos é coisa do passado, está errado! Que não cumpri-los não afeta negativamente sua vida, errou também! Os mandamentos são itens atualizados da lista de preservação do que é bom e edifica para o cristão que deseja ser parte decisiva na transformação deste mundo imerso em trevas espirituais, onde os desesperançados tateiam em busca de um vislumbre de luz que lhes mostre o caminho. É preciso que cada um de nós se disponha e se comprometa a ser esta centelha que lhes indique a direção da Luz de Cristo. E que cada um que assim fizer renove, pela fé no Senhor, a esperança de que cada filho de Deus se disponha a arder como centelha, até que todos juntos, sejamos CHAMA que glorifica neste mundo, o nome bendito de Jesus.

Léa de Souza dos Reis


São Luis, 24 de setembro de 2008.

O BRASIL TEM SEDE DE DEUS



Quem terá compaixão do gigante Brasil?

Fomos Salvos para que? A palavra de Deus nos afirma que fomos salvos para praticar as boas obras e anunciar “as grandezas daquele que nos chamou das trevas”. Mas, COMO OUVIRÃO sobre as suas grandezas, os que ainda permanecem sem saber do amor do único Deus que estabelece sua relação com o homem em termos de doação completa e irrestrita? Como ouvirão, se não houver quem pregue, se não houver quem envie ou se não houver quem vá?
Como seres humanos, não estamos habituados a responder perguntas que incomodam. Mas, aprouve ao Senhor de Missões inspirar os nossos missionários da Junta de Missões Nacionais (JMN) a transformar a campanha deste ano em um grande desafio na forma de pergunta. Um grito? Um questionamento? Um chamamento? Uma reflexão? Abençoada inspiração que nos conduz ao desejo ardente de responder humildemente como Isaías, diante da percepção da grandeza e da santidade do Deus, que continua a perguntar através dos séculos, “A QUEM ENVIAREI?”
Quem Terá Compaixão suficiente do gigante Brasil? Quem se compadecerá verdadeiramente a ponto de dizer “eis-me aqui”, eu tenho compaixão, envia-me a dessedentar as CRIANÇAS, os ROMEIROS, os CIGANOS, os ÍNDIOS e os DOS GRANDES CENTROS do nosso País? Eu quero saciar a sede dos brasileiros sem salvação com Jesus a água da vida? Para isso, é forçoso comprometer nosso tempo e joelhos com a ORAÇÃO, nossos recursos e bens com o ENVIO e o SUSTENTO de missionários, até nossa família e nós mesmos INDO.
Se Deus nos convocou e respondemos ao seu chamado, que tipo de participação você se comprometeu a assumir? Você é um missionário INTERCESSOR? ORE SEM CESSAR!!! Você é um missionário SUSTENTADOR? INVISTA NO BANCO DA ETERNIDADE ATRAVÉS DE MISSÕES. Lá, seu dinheiro rende a 30, 60 e a 100 por um. Você é um missionário SEMEADOR? Então VÁ!!! Deus levantará entre os que ficam quem o sustente com a sua FÉ, suas ORAÇÕES, e com a sua FIDELIDADE.
O clamor do nosso povo chegou até nós de forma real e transparente, e não dá mais para ignorar o som das suas necessidades. Se nos calarmos, COMO OUVIRÃO? Se não obedecermos, COMO SE SALVARÃO? No entanto, se cada um de nós respondermos: “eis-me aqui”; nossa resposta regará os corações e as vidas dos brasileiros com a ÁGUA DA VIDA e eles NUNCA MAIS TERÃO SEDE!!!

Por tudo isso, eu tenho compaixão!

Léa de Souza dos Reis
24 de setembro de 2008.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Por que Não Você?


“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mateus 28:19)

Jesus comissionou a todos os cristãos e deu-lhes a tarefa de anunciar a sua mensagem a todo mundo. Para o pequeno grupo de cristãos que ouvia as suas palavras, aquele mandamento era um grande desafio. No entanto, sabemos que eles conseguiram fazer com que Jesus Cristo fosse conhecido e aceito em todo o mundo.
Por que então, muitos permanecem alheios aos desafios do mundo em nossos dias? Em quê, a tarefa de Missões mudou para nós que não nos estimula como estimulava os cristãos do primeiro século? O que os fazia tão obedientes e envolvidos com a tarefa de fazer novos discípulos – essência do mandamento do Senhor? Diante do que tinham “visto e ouvido” eles não podiam se calar ou se omitir, deixando aos apóstolos, toda a obra missionária. Eles se sentiam responsáveis igualmente e não fugiram, deram desculpas ou amaram mais suas vidas que ao Senhor, não, eles assumiram a responsabilidade delegada a cada um pela autoridade de Jesus “Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". (Mt 28.18-20). Por esta atitude dos cristãos primitivos nossa Igreja existe e nós fomos alcançados e resgatados para a vida eterna.
Creio que as campanhas missionárias que fazemos anualmente sofrem, em seus resultados, com o temor dos pastores e líderes de serem confundidos com os mercadores das bênçãos; por reforçarem a necessidade da expressiva e amorosa participação financeira de cada crente. Há seis anos atrás, procurei e guardei por um ano em minha bolsa, uma moeda de R$ 0,01 (um centavo de real). Guardei para lembrar da vergonha que senti ao saber que este foi o valor “per capita” da contribuição para Missões Estaduais do ano anterior. Aquela moeda serviu também para manter o meu compromisso pessoal de participar financeiramente de modo expressivo e de incentivar todas as pessoas da minha igreja a fazê-lo. Estamos em plena campanha de Missões Nacionais, e em minha igreja nós reforçamos o desafio do tema proposto. Ao recitarmos o tema, nós acrescentamos nossa resposta e ficou assim: O Brasil tem sede de Deus. Quem terá compaixão? O Brasil tem sede de Deus. Eu tenho compaixão!
Por que você não aceita o desafio de Deus de contribuir de forma expressiva? Você tem compaixão? Contribua de acordo com ela.
Leia um dos nossos jornais da cidade ou assista-o na televisão e veja quanta urgência há de agirmos, para impedir que tantos vivam ou morram sem Jesus. Contribuir financeiramente é uma das formas de dizer a Deus: “Eis-me aqui! Envia-me a mim” como Isaías fez.
O que tenho não me rende quase nada se gasto em matéria mas, investido no alcance de vidas é impossível contabilizar seus resultados. Adote um Projeto, um Programa ou uma Vida missionária; isto é investimento real com retorno “a trinta, a sessenta e a cem por um”.

Léa de Souza dos Reis

QUEM NOS CONTROLA?


“Andai em Espírito e não cumprireis
a concupiscência da carne” (Gálatas 5:16)

Deus colocou em nós tudo que é necessário para podermos decidir e sermos disciplinados. Nossos controles estão em dois níveis. Num deles, os controles são internos, estão dentro de nós – nossa vontade e nosso livre arbítrio (que formam nossa capacidade de decisão) e em outro o controle é externo e está em Deus, Criador e Senhor da nossa vida. Mas, o controle externo, em certas áreas, depende e é aperfeiçoado pela interação com os controles internos. Associados ao Senhor, maximizamos nossa capacidade de resistência.
Deus nos ajuda em nossos controles quando Lhe permitimos interferir no que nos diz respeito. Apesar dos seus direitos de Criador, Senhor e Sustentador, Ele não controla aquilo que podemos controlar utilizando as capacidades que Ele mesmo colocou em nós.
Tudo que fora de nós nos controla ou está querendo nos controlar, e não é Deus, é ou se tornará pecado. O controle fora do homem que é consentido, permitido ou admitido por ele não sendo Deus, é pecado, é ídolo, é dano e trará conseqüências desastrosas para sua vida.
Atentemos, pois à recomendação do apóstolo Paulo aos crentes da Galácia, “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”. Associemos ainda a esta exortação, a recomendação feita aos irmãos de Filipos, presenteados pelo apóstolo com um poderoso instrumento para exercitarem seus controles internos: “Por último, meus irmãos, encham a mente com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente.” (Filipenses 4.8). Reforcemos as duas com o alerta de João sobre os três canais através dos quais Satanás nos seduz para levar-nos a desobedecer a Deus “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo”. (I João 2:16). “A concupiscência da carne – alimenta nossos apetites físicos e suas gratificações neste mundo. A concupiscência dos olhos – apela ao interesse egoístico e põe à prova a Palavra de Deus. A soberba da vida enfatiza a autopromoção e a auto-exaltação”. (In. “Quebrando Correntes”. Pg.133)
Temos andado em Espírito? O que tem enchido a nossa mente, passa por esta “peneira” espiritual de Filipenses? Se o que tem exercido controle sobre nós não passa por estas recomendações, precisamos rever nosso compromisso com nosso Criador, Salvador e Senhor, de modo a deixar que Ele nos torne aptos para, sob tentação, associar-nos ao seu Espírito para manter sob sujeição nossa carne, sob controle os apelos do mundo e sob ferrenho ataque as investidas do diabo e sempre decidir em acordo com Sua vontade –“boa, perfeita e agradável”. Ela nos ajudará a ter uma vida digna da posição de filhos da luz, salvos das trevas para exercer influência positiva numa geração que não conhece a Deus e ao seu Filho de amor, cuja vida nos ensina a caminhar em Espírito, mantendo a carnalidade sob sujeição para glorificar nosso Senhor Jesus Cristo também na nossa carne.

Léa de Souza dos Reis

DICAS PARA UMA VIDA FRUTÍFERA


“Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim
e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.
(João 15:5)


1. APRENDA sempre para não estagnar. (II Pd. 1:5-10)
Manter uma atitude de aprendiz traz saúde ao espírito do cristão. É o seu instrumento para a fonte da juventude de uma nova criatura. “O povo que conhece seu Deus fará proezas”, conhecer sempre mais quem servimos por amor, preserva nosso empenho em aprender, energiza o processo do nosso aperfeiçoamento, acrescenta qualidade ao nosso serviço. Aprender sempre, dinamizar a vida que se renova a cada dia na busca de dar frutos.

2. APROVEITE cada oportunidade para fazer o bem. É isso que dá sentido a vida. (Tg.4:17).
Quem disser que ser oportunista é um defeito, não o percebeu sob a ótica das afirmações de Tiago e Paulo. O primeiro diz que aquele que diante de uma situação que requeira uma atitude de fazer o bem, em todos os sentidos, e se nega ou se omite de faze-lo, peca. O segundo recomenda não perder nenhuma oportunidade de manifestar o brilho de Cristo em nossas atitudes, afinal, fomos salvos para fazer coisas boas em tempos quando a inclinação da humanidade é má e egoísta. Diante de uma chance mínima: faça o bem que você gostaria de receber. Deste modo, tudo na vida terá sentido e glorificará, por conseqüência o nome de Deus.

3. Não espere ser convencido para oferecer ajuda. FAÇA PARTE, não se isole. Somos um corpo onde tudo e todos têm função. (Ef. 4:16)
A igreja, corpo vivo de Cristo, é edificada pela ação conjunta dos seus membros. Seu funcionamento depende da interação das partes nas suas contribuições. Não é raro percebermos sintomas de mal funcionamento, num corpo que foi constituído para ser perfeito e harmonioso em sua existência e atuação. Quando isto acontece é porque nós, as partes, manifestamos reações inadequadas e reprováveis como isolamento, omissão, negligência, teimosia, resistência e coisas do tipo, prejudicando a qualidade e a abrangência da nossa missão neste mundo


4. Quando magoado não se sinta ou se porte como vítima. REMOVA urgentemente a causa, pois a árvore das MÁGOAS não perdoadas ou não esquecidas tem como raiz a AMARGURA. (Hb. 12:14-15)
Este é um alerta muito importante quando se trata de dar frutos.
As árvores frutíferas quando adoecem, curiosamente não deixam de dar fruto. No entanto, os frutos de uma árvore doente são defeituosos, não são plenos em cor, formato e sabor. Em seu interior, muitas vezes encontramos “bichos”, larvas vivendo da sua corrupção. Isso ilustra bem o que a raiz de amargura faz em nós. Ela muda a nossa produção de frutos de boa para má. Examine-se urgentemente e veja se não há perigo de, por abrigar mágoas ou ser dado a hipersensibilidade, estar se transformando em uma árvore com maus frutos que geram pobreza e desânimo para você, de mau exemplo para novos na fé e descrentes e causam tristeza ao Espírito Santo. Se o exame confirmar a ameaça, arrependa-se, confesse, peça perdão, promova consertos, retome sua caminhada e prepare-se para uma das mais produtivas safras de frutos excelentes em sua vida de filho de Deus.

5. SEJA GENEROSO ao considerar o outro e HUMILDE ao olhar para si mesmo. “Deus trará tudo a juízo”. (Rm. 12:3a)
Com certeza, o maior exemplo deste tipo de equilíbrio nas atitudes foi Jesus enquanto viveu entre nós. Não se trata de parecer humilde mas sê-lo de verdade. Ter noção correta de quem somos nos protege de cair na tentação de uma vida hipócrita, em que nosso egoísmo se traveste de generosidade para alcançar o aplauso que massageia um ego já enfermo pelo orgulho. :Ser generoso no sentido bíblico é não reter o bem que possamos promover, ainda que ninguém veja ou saiba. Avançando ainda mais, ainda que nossa generosidade exija um preço que pode se expressar em termos financeiros, físicos, emocionais ou espirituais não retenhamos a bênção!

6. Quando estiver confuso, desnorteado ou “sem direção”: ORE, pois “para cima” haverá sempre uma saída. (Sl. 121:1-2)
A palavra de Deus é norte e prumo nas mais diversas, simples ou complexas questões que nos atormentam ou problemas que nos envolvam; para a maioria destas, a indicação é elevar os olhos e fixá-los, pela fé, na nossa fonte inexaurível e suficiente de socorro: Deus. A oração é a chave mestra que abre todos os acessos aos depósitos sobrenaturais dos recursos do Senhor. Ela está disponível a todos que receberam Jesus como seu Salvador pessoal e foram feitos neste ato de fé, filhos e herdeiros de Deus, por adoção.

7. USE SEMPRE em todos os seus gestos, atitudes, emoções, sentimentos, pensamentos ou palavras, uma BOA MEDIDA DE AMOR pois ele é o vínculo que torna elos em corrente. (Cl. 3:14-15)
Empregar amor em nossas decisões, ações, emoções, palavras e até na nossa forma de pensar é a escolha prática dos que aspiraram a vida no nível da excelência por buscarem refletir a essência de Deus e o caráter de Cristo. Usar o amor como medida de referência na vida cristã, nos livra da mornidão que causa autocontemplação, encurtamento da visão, mesquinhez no envolvimento e superficialidade no compromisso de dar “fruto que permaneça”.

Se todos nós buscarmos praticar estas recomendações na nossa vida pessoal, familiar, profissional e como igreja, com certeza conseguiremos viver de modo a glorificar o nome de Deus.

Léa de Souza dos Reis

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Nada Sem Jesus


“E em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos”. (Atos 4:12)

Nunca os cristãos fizeram tantas “afirmações de fé” quanto hoje. Todos buscam afirmar e divulgar sua fé em declarações públicas com o fim de conquistar adeptos e internalizar credos. Os movimentos neopentecostais, carismáticos, seitas, mercadejantes da fé, religiões de engano, religiões de tradição, filosofias e todos que almejam alcançar a alma humana em sua busca e necessidades; aderiram a esta estratégia. Para tanto, os adesivos, chaveiros, calendários, bonés, camisetas, pulseiras, outdoors, tem sido instrumentos disputados para ver quem chama mais a atenção ou torna sua mensagem mais forte. A maior parte deles usa os carros que circulam em nossas ruas, avenidas e estradas para divulgar suas “máximas de fé”.
Delas, a afirmação mais drástica, me enche de tristeza e de espanto: “Tudo Por Jesus, Nada Sem Maria”; numa demonstração inequívoca de desconhecimento das Escrituras. Digo isso porque venho de uma família católica, apostólica, romana; onde se respeitava e cultuava a mãe do Salvador. Posso dizer que só conheci o Evangelho aos dezoito anos quando pude estudar e conhecer por mim mesma a historia da encarnação, concepção sobrenatural e nascimento profético de Jesus, o Cristo de Deus. Como costumo falar, cavei meu próprio ouro, em termos das verdades que me levaram a aceitar Jesus como meu Salvador e Senhor pessoal aos dezenove anos. Durante este tempo de busca descobri que a Bíblia, como Palavra de Deus, é viva e poderosa para alcançar o coração mais cético. Que uma vez proclamada e ensinada, ela produzirá o resultado que nenhum outro instrumento conseguirá pois ela é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
A minha busca começou assim e continua a me fazer descobrir verdades renovadoras da fé que abracei desde jovem. Elas se somam para afirmar que NADA SE FÊZ, SE FAZ OU SE FARÁ SEM JESUS, porque TUDO FOI FEITO COM ELE, POR ELE E PARA ELE. Nesta busca tenho encontrado tesouros que me levam a lamentar por afirmações de fé equivocadas de muitos homens conformados com verdades descobertas ou fornecidas convenientemente por outros. Verdades que não subsistem sem dogmas, hábitos e tradições. Que não permitem questionamento ou liberdade de pensamento a homens que dizemos ser livres, inclusive para crer.
Apenas sobre Jesus e mais nenhum outro, as Escrituras fazem estas afirmações:
Não Há Fé, sem Jesus – Seu Autor e Consumador. A fé se baseia em seu ato salvífico de morte e ressurreição. (Hb. 12: 1-3).
Não Há Salvação sem Jesus – O Único e Suficiente Salvador (1Jo. 4: 14 e 5: 1a ; Atos 4: 12)
Não Há Vida, Caminho ou Verdade, sem Jesus – Ele é O Único que nos dá vida eterna, nos leva até o Pai e nos torna verdadeiramente livres. (Jo. 14: 6; 17: 1-3; 8: 32 e 36).
Não Há Mediação sem Jesus – Pois Ele é O Único mediador dado entre Deus e os homens. Só Jesus é Emanuel, Deus encarnado, esvaziado de Sua majestade para entregar-se em sacrifício e ser de fato “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.(1 Tm. 2:5, 6a; Hb. 7: 22-25; 8:6)
Não Há Paz, sem Jesus – Ele é O Único que nos dá “a paz que excede todo entendimento”. Pois Sua paz está acima das circunstâncias e de tudo que nos rodeia ou atinge. A presença constante do Messias, “o Príncipe da Paz” de quem fala o profeta Isaías, é a garantia de uma vida nesta perspectiva. (Jo. 14:27 e 16:33)
Não Há Céu, sem Jesus – Porque não há redenção sem cruz, céu sem calvário, resgate sem que se pague o preço e ressurreição sem que se passe pela morte. E Jesus foi o único capaz de sacrificar sua vida num ato de amor completo, para fazer tudo isso. (João 3: 16; 5: 26; 11: 25 e 6:40).
Não Há Vida Eterna sem a Garantia de Jesus – Porque o selo de garantia é o Espírito Santo da Promessa. Jesus é o único doador do selo da Vida Eterna. No fim, quando todo homem encarar a morte, não haverá resgate da sua alma, sem o selo do Espírito Santo, que autentica o Redimido e o único Redentor. (Ef. 1: 13-14).
A busca e a descoberta de verdades tão profundas me levaram a crer em Jesus e a aceitá-lo como meu Salvador pessoal. Busco conviver com Ele e conhecê-lo sempre mais. Aspiro desenvolver seu caráter em minha vida assemelhando-me a Ele. Recebi dele um presente que por mais rica que eu fosse não poderia comprar: a liberdade. Sou privilegiada por ser livre mas a liberdade que recebi me torna responsável por não ficar pasmada diante dos equívocos com que nos defrontamos a respeito de Jesus, único e suficiente Salvador. Por isso, até que deixe este mundo – por permissão ou determinação de Deus – vou continuar afirmando: “Nada, absolutamente nada aconteceu, acontece ou subsiste sem Jesus no passado, no presente ou no futuro”. A Ele seja pois a glória, para sempre, pela Verdade que liberta todo homem que busca o Deus verdadeiro.
Lea de Souza dos Reis

sábado, 6 de setembro de 2008

Tenha Coragem de Ser Diferente!


Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus;
este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente,
para que sejam capazes de experimentar
e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
(Rm 12:1-2)


Ao aceitar Jesus como Senhor e Salvador, fazemos opção por um modo de vida cuja marca á SER DIFERENTE. Isto é possível num mundo que tende a padronizar usos, costumes, linguagem e valores? O que é necessário para viver a proposta do evangelho? Para começar, é preciso ter CORAGEM.
A CORAGEM é o diferencial que abre a nossa VISÃO para a necessidade do mundo de receber a manifestação dos filhos de Deus. Nos dá DETERMINAÇÃO para ultrapassar nossos limites no cumprimento de nossa missão como despenseiros da multiforme graça do Pai. Além disso, nos motiva a estabelecer corretamente nossas PRIORIDADES e gera em nós o desejo e a tranqüilidade de PRESTAR CONTAS DA MORDOMIA PESSOAL do nosso envolvimento com uma CAUSA COMUM a todo cristão – o Evangelho e sua vivência.
Lembro de ter lido em algum lugar que coragem não é ausência de medo. É fazer o certo, mesmo sob efeito do medo. O medo nos entorpece e paralisa, nos atrapalha e impede por termos de enfrentar as conseqüências de um posicionamento, comportamento ou decisão. Sei, por experiência própria, que uma das coisas que nos causa mais medo é sermos vistos como pessoas diferentes. Consideramos mais fácil “tomar a forma” proposta e aceita pelo mundo, porque temos a necessidade de ser aceitos e queremos nos “enturmar”, ser parte dos círculos de relacionamentos, ser aprovados e não correr o risco de sermos rejeitados. Daí nos iludirmos e buscarmos SEMELHANÇA e não DIFERENÇA. Aceitamos como padrão de SER e FAZER, o que é comum, o que todos fazem, alcançar a média e a acomodação em lugar do desafio de buscar a PLENITUDE DA EXCELÊNCIA em tudo que temos, somos ou fazemos.
Hoje, o mercado de trabalho é uma fábrica de estímulos à competitividade. O melhor candidato a contratar, e o melhor funcionário a manter, é aquele que domina a mais recente novidade para otimizar a performance de desempenho em sua área. Uma grande luta é travada diariamente na busca deste padrão estabelecido como imprescindível para se sobreviver neste mundo tão seletivo. Os formadores de especialistas ficam cada vez mais ricos em nossos dias, porque oferecem o que o mercado diz ser a melhor qualificação para quem já está ou pretende ingressar no mercado de trabalho. Pagamos para ser um destaque entre muitos, porque acreditamos que isto nos colocará em nível de igualdade com muitos que já fazem parte deste mundo exclusivo. Este é só um exemplo das muitas causas e meios para assumir um padrão.
A palavra de Deus nos alerta que tudo de material que viermos a conseguir nesta vida, pode ser perdido ou tomado; “pela traça, pela ferrugem ou pelos ladrões”. Que a melhor atitude e a melhor providência para o cristão, é acumular tesouros espirituais no céu, onde eles não sofrem desgastes, não se perdem ou são tomados do seu dono. Onde o guardador destes tesouros, o próprio Senhor Jesus, é fiel para mantê-los até que recebamos sua posse definitiva.
Enquanto estivermos neste mundo, precisamos agir com CORAGEM para aceitar, declarar e assumir nossa condição e cidadania cristã – este é o culto mais racional que podemos prestar a Deus. Um verdadeiro sacrifício vivo, que é santo e agrada ao Soberano de um Reino que começa ser vivido aqui, mas que só alcançará sua plena concretização na eternidade.
Que sejamos corajosos cidadãos de honra!

Léa de Souza dos Reis

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Hoje é o Tempo...



Mas, assim como é santo aquele que os chamou,
sejam santos vocês também em tudo o que fizerem,
pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo".
(I Pedro 1:15-16)



As vezes penso que não nos damos conta do quanto radical e inovadora é a proposta do Evangelho para os crentes em Jesus. De saída nos defrontamos com a questão fundamental da nossa adoção e portanto, da nossa paternidade. O Pai do nosso Senhor e Salvador nos assume como filhos e deixa claro que a partir daí nossa natureza transformada deverá refletir nossa filiação.
Como o Pai é santo, os filhos gerados por Ele devem proceder de modo santo. O caráter do Pai exige santidade dos filhos: "Sejam santos, porque eu sou santo".
Pensando na verdade dessas afirmações, ser santos para os filhos de Deus não é uma expectativa do Pai ou opção para aqueles que Ele gerou. É uma condição que nos definirá como participantes de sua natureza.
Por não pesarmos as implicações do mandamento de sermos santos, com tristeza, às vezes ouvimos crentes afirmarem sobre si mesmos: Sabe, eu não sou santo! Longe de ser uma expressão ou uma justificativa, afirmações assim revelam o quanto estamos distantes de proceder de modo digno da mais alta posição com cedida a um mortal: a posição de filhos de Deus.
Não podemos continuar postergando a busca de uma vida santa que honre a nossa condição de filhos de um Deus que não aceita menos que isso como padrão de vida. O tempo de buscar, conhecer, crescer, restaurar, renovar, assumir e transformar a qualidade do nosso compromisso com Ele é hoje. Para isso, os instrumentos são simples, estão ao nosso alcance e podem ser utilizados sem a necessidade de um “supervisor”. Não precisamos de ninguém, tudo o que precisamos é: decisão, ação, persistência e disciplina,
pois leitura da Bíblia, vida de oração, adoração, meditação, obediência e testemunho são o preço a pagar na busca da santidade.
Passarmos do desejo de ser santos à disciplina de tornarmos esta a forma de nosso caráter e vida cristã, é o preço que e você e eu
pagaremos para ser santos como Ele é.
Hoje é o tempo!!! Não adie mais, comece agora. Ele está pronto, agora mesmo, para ouvir a disposição do seu coração antes que finde o dia.

Léa de Souza dos Reis

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

TENHO ESPERANÇA

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.”
(Lamentações 3:21)


Há circunstâncias e afirmações que nos fazem descobrir verdades preciosas nos momentos mais difíceis. Essas descobertas são parte da graça Daquele que prometeu caminhar conosco cada dia.
Quem não ouviu essa frase comum mas, totalmente equivocada – “A esperança é a última que morre?!” Em meio a “ventos”, “tempestades” e “mar revolto” tenho caminhado com o Senhor de todas as circunstâncias, situações, crises ou problemas. Semelhantemente à experiência dos discípulos quando Jesus acalma a tempestade de vento, tenho aprendido que enquanto Ele aparentemente “dorme”, o que pode parecer indiferença é a tranqüilidade de quem possui toda a autoridade no céu e na terra. Caminho em meio à turbulência com o Logos de Deus - Jesus, o meu Senhor e Salvador. Ele conhece nossas dores, vê todas as nossas lágrimas, distingue nossos reais temores, sonda os nossos corações e conhece todos os nossos dias, especialmente aqueles que ainda não vivemos.
Por crer assim, reescrevi a frase equivocada: A Esperança não morre, ela se realiza. Se torna fato, verdade palpável. A Esperança concretiza a fé. Ela forja e solidifica o caráter do cristão aprovado nas lutas que trava e enfrenta.
Tenho esperança porque tenho fé e tenho fé porque “a benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim... grande é a sua fidelidade”. (Lamentações 3:22). Tenho esperança porque Ele é quem sabe “os planos que tem para [mim e você]... planos de paz e não de mal, para [me e lhe] dar um futuro e uma esperança”. (Jeremias 29:11). Tenho esperança porque sirvo a um Deus vivo, que zela pelo cumprimento de Suas promessas e que me afirma: “...eu não me esquecerei de ti” (Isaías 49:15) Por todas estas e muitas outras razões: Tenho Esperança!
Que você também possa renovar a sua!

Léa de Souza dos Reis