
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras,
e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
De julho para cá temos sido abençoados com estudos dominicais sobre os Mandamentos Recíprocos. Amar, saudar, aceitar, cuidar, suportar, sujeitar-se, não julgar, não se queixar, não falar mal, não provocar, confessar pecados, ensinar, encorajar, aconselhar, levar os fardos, orar, ser bondoso, hospedar... Atentar para cada um deles, é dispor-se a sentir na pele as implicações de cumpri-los e também de não fazê-lo. No contato com eles, sob a luz da perspectiva de Deus para seus filhos, percebemos que eles nos constrangem a fazer uma “varredura” no nosso dia-a-dia cristão, na intenção de detectar as atitudes, as decisões e a motivação que tem dado direção à nossa prática de vida e quanto isto tem nos aproximado de sermos motivo de louvor a Deus ou de ceticismo à Sua ação na nossa vida.
Debruçar-nos sobre a Palavra do nosso Pai e permitirmos que Seu Espírito nos guie no aprendizado do que ele deseja de nós e para nós, tem feito diferença em nosso meio. Ainda que não tenha sido escolha de cada um de nós estudar a realidade prática da reciprocidade no trato, no relacionamento, na proteção, no crescimento e no serviço, aprouve a Deus inspirar seus servos, os nossos guias espirituais, a tratar da importância do cumprimento destes mandamentos na edificação da igreja do Senhor. A fonte dos registros destes princípios práticos de ministração mútua da graça de Jesus em nós é a santa palavra de Deus. Ela martela nossa consciência, penetra nosso coração, expõe nossas emoções e testa nossos sentimentos. E vai além, aprofundando o trabalho do Ensinador das verdades divinas. Toca as áreas mais sensíveis das nossas vidas, revelando nosso “pobreza”, nossa “cegueira” e nossa “nudez” como na carta à igreja em Laodicéia no Apocalipse.
Temos começado a superar nossa dificuldade em desejar ver a real condição em que nos encontramos como crentes (como igreja por conseqüência), aos olhos de Deus. Estamos deixando a síndrome de Adão que nos leva a transferir, para a igreja, a responsabilidade de apresentar ações que gerem mudanças que nos abençoem, abençoem aos irmãos e abençoem os que ainda não aceitaram Jesus, porque começamos a compreender que as mudanças que desejamos são, a natural conseqüência das transformações que faremos em nós mesmos, com a ajuda do Espírito Santo. E que isto não depende de ninguém – irmão, próximo ou igreja – porque ninguém decide por nós e faz em nós o que nos compete fazer ou melhora a qualidade da nossa vida com Deus. Somos livres para decidir sobre tudo, e isto inclui se vamos ou não obedecer ao nosso Deus – Pai, Salvador e Soberano. Ele mesmo resumiu toda direção do caminho para o cristão, num “supra-sumo” dos mandamentos em Mateus 22:37-40 "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'”. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas".
Se você acha que cumprir mandamentos é coisa do passado, está errado! Que não cumpri-los não afeta negativamente sua vida, errou também! Os mandamentos são itens atualizados da lista de preservação do que é bom e edifica para o cristão que deseja ser parte decisiva na transformação deste mundo imerso em trevas espirituais, onde os desesperançados tateiam em busca de um vislumbre de luz que lhes mostre o caminho. É preciso que cada um de nós se disponha e se comprometa a ser esta centelha que lhes indique a direção da Luz de Cristo. E que cada um que assim fizer renove, pela fé no Senhor, a esperança de que cada filho de Deus se disponha a arder como centelha, até que todos juntos, sejamos CHAMA que glorifica neste mundo, o nome bendito de Jesus.
Léa de Souza dos Reis
São Luis, 24 de setembro de 2008.





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