quinta-feira, 25 de junho de 2009

“Fazei Prova de Mim...”


“Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada,
sacudida e transbordando vos deitarão no regaço;
porque com a mesma medida com que medis,
vos medirão a vós”. (Lucas 6:38)


Uma das últimas descobertas que fiz ao ler e meditar na palavra de Deus sobre DAR, me levou a repensar nos resultados do gasto e do investimento do dinheiro que me vem às mãos.
Gastar por hábito, impulso ou estímulo sem pensar nos resultados, acaba em frustração ou arrependimento. O dinheiro de um crente em Jesus Cristo deve ser administrado responsavelmente. Ele é resultado da bênção do trabalho que por sua vez é fruto da oportunidade e da vida que Deus dá.
Quando gastamos “sem pensar” o nosso dinheiro, desperdiçamos os resultados que ele poderia gera. Gastar sem refletir é fazer escorrer água num ralo sem finalidade, só pelo prazer de vê-la sair abundantemente da torneira e descer pelo ralo da pia. Você não tira proveito e ainda prejudica alguém que poderia ser beneficiado. A longo prazo, o prejuízo é incalculável. Em se tratando de gasto, desperdiçamos, no mínimo, 50% do que empregamos. Calcule pelo uso de roupas, calçados, equipamentos e comida, considerando que não usamos uma roupa nova 24 horas ou aproveitamos 100% do que comemos... vemos que, proporcionalmente, os resultados não correspondem aos gastos. Por isso as palavras de Jesus passaram a fazer um sentido mais profundo então... “não é a vida mais que o alimento e o corpo, mais do que as vestes?”...”ajuntai para vós tesouros no céu, onde a ferrugem, a traça e o ladrão” não podem causar prejuízo por destruição ou roubo.
Parei, refleti e decidi meus conceitos de gastos e investimentos. Redefini minhas prioridades e redirecionei o uso do dinheiro que nos chega às mãos. Quero enviar para o céu o que pode realmente ser acumulado. Decido investir em vidas, em obras, em suprir o necessário para quem não tem o mínimo, em equipar quem precisa de ferramentas para trabalhar, em alimentar a alma faminta da Palavra, em dessedentar quem não conhece a ÁGUA DA VIDA. Mas, com tristeza, percebo que este tipo de decisão ainda custa muito ao povo de Deus. DAR é um dos verbos mais difíceis de conjugar porque exige que o conjuguemos pela FÉ naquele que permanece fiel. Ainda sonegamos os dízimos e temos dificuldades para ofertar. Preferimos reter 10% do dinheiro que temos, por desconfiança e falta de fé, a entregar descansando na palavra empenhada por Deus: “FAZEI PROVA DE MIM”.
Em 2007 repeti na classe da EBD onde ensino, uma experiência para ilustrar a extensão da ordem bíblica: DAÍ E SER-VOS-Á DADO... convidei um dos alunos e lhe pedi que sentasse em frente a classe. Coloquei sobre a mesa uma caneca grande para café. Enchia-a regiamente com farinha de trigo. Bati a caneca cheia sobre a base, sacudi, derramei mais farinha. A caneca transbordava sobre a mesa e derramou um tanto no chão. Levei-a até ao aluno e despejei sobre seu colo. A farinha espalhou sobre seu colo, cochas, pernas, cadeira e chão. Suas mãos tinham boa quantidade de farinha. Então pedi que ele tentasse juntar o máximo de farinha, repondo-a na caneca e levantasse. Outra surpresa: a caneca não se esvaziou, o aluno estava coberto de farinha e ao seu redor tudo foi, de alguma forma, atingido pelo que derramou.
É assim que creio que acontecesse o ciclo completo do DAR bíblico. O dar confiante do filho de Deus é uma medida de retorno transbordante que nos sacia a ponto de ter para compartilhar sempre e mais, pois damos uma vez e recebemos muitas vezes mais.
A medida foi derramada em nosso colo novamente nestas últimas férias, 15 dias de pura medida transbordante da graça de Deus: passagens aéreas a preço excepcional, traslado até o nosso destino – ida e volta (sem ônus), tratamento principesco para descanso e alimento, tempo de refrigério regado a carinho, atenção, cuidado extremado e comunhão fraterna. Uma criança cede o seu quarto e dorme num colchão durante 15 dias, para abençoar dois adultos que são amigos dos seus pais. Se isso não é “boa medida, recalcada, sacudida, transbordante” deitada no regaço; o que é então? Um detalhe importante, sem gastar um centavo de real.
Servimos a um Deus fiel que zela pelo cumprimento da sua palavra. Ele nos tem dado provas inequívocas disso e continua desafiando o seu povo: FAZEI PROVA DE MIM!

São Luis, 23 de Junho de 2009.
Léa de Souza dos Reis