
“E vós, pais… criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6.4)
A vida em comunhão tem sua primeira possibilidade para o ser humano com a família: Pai, Mãe e Filhos vivendo dentro da alternativa criada por Deus para que eles se desenvolvam integralmente.
Nos concentraremos na reflexão sobre um dos aspectos da comunhão em família: O RELACIONAMENTO PAIS E FILHOS.
As Escrituras nos esclarecem sobre a vida familiar bem sucedida.
Temos um período de 18 anos para cumprir nossos deveres como pais, assumindo a responsabilidade pela educação completa deles visando o seu bem. Percebemos a importância do relacionamento para que tudo aconteça. Se o relacionamento vai bem, a comunhão se aprofunda e ambos os lados – PAIS e FILHOS cooperam para que o processo de desenvolvimento e maturidade aconteça. O contrário também é verdade.
Vamos dar uma olhada no que acontece de verdade hoje em nossa realidade..
Analisando nossas vidas como pais:
* Que tipo de valores nossos filhos têm aprendido?
1 – Nos entregamos a anseios que nos levam a construir sonhos efêmeros e temporários de ter e dar o melhor para a família. Para isso nos dedicamos integralmente ao trabalho como meio de realizar nossos sonhos e ideais. Deixamos nossos filhos com “cuidadores” em escolas, em creches ou à mercê da TV e da NET. Eles aprendem com isso que o homem vale o que possui ou alcança e que para chegar lá você pode substituir sua presença com coisas e presentes.
2 – Desejamos que nossos filhos cresçam pacientes, bondosos, considerando os outros (nem sempre somos assim).
3 – Cremos na integridade, na honestidade e intencionamos ver em nossos filhos essas qualidades (Alguns sonegam imposto de renda e não são dizimistas fiéis).
4 – Tomamos posição veemente contra drogas (às vezes em casa convivem com álcool, fumo e excessos em medicação).
5 – Sonhamos que venham a ter um casamento feliz e harmonioso (E uma boa parte tem convivido com brigas e até separações).
* O que os nossos filhos assimilam em relação às prioridades da vida?
- Percebem que não valorizamos relacionamentos familiares como deveríamos mas dinheiro, realização pessoal e profissional nos obceca.
* O que aprendem sobre moralidade?
- Em frente à TV, assistem horas de violência, sexo e infidelidade conjugal; navegando na rede permanecem horas à fio em contato com todo tipo de lixo pernicioso que fazem apologia à exibição e degradação física, moral e espiritual que vão do incentivo à magreza, passam pelo uso das drogas socialmente aceitas (como fumo e álcool), estimulam a luxúria e a libido com pornografia e uso abusivo do sexo, continuando num crescendo e vão aos extremos da pedofilia, sob nosso consentimento e patrocínio.
Como pais, às vezes nos esquecemos que nossos filhos nos observam atentamente e aprendem decisiva mas, inconscientemente.
O que faremos para redirecionar nosso caminho como pais dentro do propósito de Deus?
Novamente a Palavra do Senhor nos aponta o caminho: “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar”. (Isaías 48:17). Voltemos nosso coração e nossos olhos para o Senhor e suas instruções e busquemos renovar nosso conserto com Ele, pelo arrependimento, confissão e decisão de restabelecer os cuidados espirituais com a nossa família. Só Ele pode nos enviar socorro e capacitação para fazê-lo. Façamos uma avaliação sincera da nossa caminhada como pais e nos disponhamos a lutar com todas as nossas energias para que nossos filhos sejam reconhecidos como “descendência bendita do Senhor” (Isaías 61:9).
Léa de Souza dos Reis.
São Luis, 26 de Outubro de 2008

Um comentário:
Os pais querem ver os filhos com suas vidas bem ajustadas e harmoniosas, no centro da vontade de Deus, entretanto muitas vezes esses mesmos pais não agem coerentemente com os ensinamentos passados para seus filhos. É a velha história - "o exemplo vale mais do que a palavra". Também, Léa, mais uma palavra de alerta você nos traz nesta meditação.
- P&Marília
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