quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

TEMPO E PRESTAÇÃO DE CONTAS


“Portanto, vede diligentemente como andais,
não como néscios, mas como sábios,
usando bem cada oportunidade,
porquanto os dias são maus.
(Efésios 5:15-16)


Se nos deparássemos com uma loja cujo produto fosse a oferta de tempo, muitos de nós, com certeza, entraríamos numa longa fila para adquirir uma quantidade desse “artigo” tão valioso. Exagero? Então pergunte sobre tal oportunidade a um executivo com a agenda superlotada de compromissos e prazos; a um office-boy com muitas contas a pagar ou entregas para fazer; a um médico ou enfermeiro de plantão na área de emergência de um hospital público ou a uma mãe com filhos pequenos, e com certeza posso dizer, que todos entrariam na fila da suposta loja.
Como estas pessoas, todos nós temos, além das atividades profissionais, funcionais ou familiares, outras tantas que igualmente consomem tempo para serem realizadas. Esta é uma realidade irrefutável, enquanto aquela (a da loja que vende tempo) é produto da imaginação. Contudo, o TEMPO e as RESPONSABILIDADES têm sido nosso argumento preferido para justificar nossa acomodação na vida cristã. Vida devocional (oração, leitura e meditação na palavra de Deus), serviço cristão, edificação,do corpo de Cristo, comunhão com os irmãos, participação das atividades da igreja, adoração entre outros aspectos da vida cristã geralmente não constam da nossa “agenda” de prioridades para o uso do TEMPO disponível ou das RESPONSABILIDADES assumidas. “Se der tempo” ou não houver “outra prioridade”, as práticas relacionadas à vida espiritual serão realizadas, caso contrário, “amanhã” nos ocuparemos delas – normalmente agimos assim no trato com os aspectos pessoais da vida cristã.
Quanto ao serviço cristão, que envolve compromisso de tempo para tornar-se prática responsável; TEM SIDO SACRIFICADO – por só contar com a disponibilidade de alguns, ou PRETERIDO – por não termos tempo sobrando ou estamos sobrecarregados com nossas responsabilidades de vida profissional, estudantil, social e familiar.
Sempre é oportuno refletirmos sobre questões como estas, no contexto da MORDOMIA que temos exercido com relação ao que pertence ao Senhor. Vida, tempo, corpo, bens, família – nada disso é nosso. Estamos nesse mundo por breve tempo. Nascemos e começamos a envelhecer, o que amealharmos nesta vida não vai conosco para a eternidade e a família é formada para cumprir o propósito de Deus neste mundo. Como investimos o “nosso” TEMPO e exercemos RESPONSABILIDADE com o que é de Deus, resulta em riqueza ou pobreza espiritual hoje e na eternidade. Se o Senhor Jesus resolver nos pedir: “presta contas da tua MORDOMIA”, estaremos preparado para tal? Se isso acontecesse, a resposta seria dada em TEMOR REVERENTE ou com MEDO ANGUSTIANTE?
Todos nós sabemos que a vida é frágil e não nos pertence, que a morte pode se tornar fato repentinamente e daí estaremos no lugar onde a FELICIDADE no exercício da MORDOMIA de vida do salvo fará a diferença na prestação de contas ao Senhor de vivos e de mortos. Estamos preparados?

Léa de Souza dos Reis
São Luis, 11 de fevereiro de 2009

Um comentário:

Anônimo disse...

...lido!!..bjoo